Mano admite que vaias "incomodam" e pede ajuda da torcida

sexta-feira, 7 de setembro de 2012 20:55 BRT
 

SÃO PAULO, 7 Set (Reuters) - O técnico Mano Menezes reconheceu que as vaias da torcida paulista durante a vitória magra por 1 x 0 sobre a África do Sul, nesta sexta-feira, incomodaram a equipe e ressaltou a necessidade de os torcedores se unirem em apoio à seleção brasileira, que em dois anos jogará uma Copa do Mundo em casa.

"Não temos nenhum tipo de reação forte quanto a isso (vaias), mas é claro que incomoda, você sofre", afirmou Mano Menezes, em entrevista coletiva.

"Gostaria que nesse momento o ambiente dentro do nosso país fosse mais favorável... precisamos do apoio do torcedor. Quando o torcedor apoia, essa tarefa (de vencer uma equipe retrancada), fica menos difícil... as coisas evoluem mais rápido."

A torcida teve pouca paciência com o time brasileiro. Logo aos 7 minutos do amistoso, após passe errado de Leandro Damião, foram ouvidos gritos de "Luis Fabiano", atacante do São Paulo. Com a dificuldade dos atletas em furar a defesa adversária, os torcedores vaiaram e chegaram a gritar "olé" quando os sul-africanos trocavam passes.

O treinador brasileiro acredita que os jogadores se abateram com os protestos. O gol da vitória brasileira saiu aos 30 minutos do segundo tempo, através de Hulk, num chute forte de perna esquerda.

"Quanto mais novo um time, mais ele sente a falta desse apoio. A situação (vaias em São Paulo) não é atípica, mas acho que podemos tentar modificar isso. Vamos jogar uma Copa do Mundo no nosso país", disse ele, irritado com as vaias. "Gostaria que fosse diferente, mas não cabe a mim modificar o comportamento do torcedor", acrescentou.

Nem mesmo o atacante Neymar, melhor jogador do Brasil na atualidade, escapou dos protestos. Ele foi chamado de "pipoqueiro" e vaiado ao ser substituído nos minutos finais. O jogador do Santos preferiu não falar com os jornalistas na saída do estádio do Morumbi.

Mano explicou a substituição: "Tirei porque achei que deveria tirar. Não tinha mais a necessidade de sermos ofensivos naquele momento."

O treinador afirmou que Neymar tem tido uma temporada muito intensa, com compromissos dentro e fora de campo e que é preciso dosar para que ele não fique sobrecarregado. "Jogador não é uma máquina", disse.   Continuação...