13 de Setembro de 2012 / às 19:13 / em 5 anos

Brasil terá R$2,5 bi em busca dos 10 primeiros lugares na Rio-2016

Presidente Dilma comparece a lançamento do programa Brasil Medalhas 2016 no Palácio do Planalto, em Brasília. O governo anunciou nesta quinta-feira o plano de 2,5 bilhões de reais de investimento destinado a atletas para os próximos quatro anos, tendo em vista um melhor desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. 13/09/2012Ueslei Marcelino

Por Hugo Bachega

BRASÍLIA, 13 Set (Reuters) - O governo anunciou nesta quinta-feira que o Brasil contará com um investimento de 2,5 bilhões de reais destinado à preparação de atletas nos próximos quatro anos, com o objetivo de colocar o país entre os dez primeiros nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

O programa Brasil Medalhas 2016 destinará 1 bilhão de reais à preparação dos atletas brasileiros, além do 1,5 bilhão de reais para o esporte de alto rendimento já previsto pelo Ministério do Esporte para o ciclo olímpico 2013 a 2016.

O plano contempla investimento em modalidades nas quais o Brasil já conquistou medalhas, como boxe, natação e vôlei, e em outras áreas em que o país ainda não alcançou o pódio, como ciclismo, polo aquático e tênis de mesa, além de recursos para infraestrutura esportiva.

"Como sede dos Jogos é muito justo que as nossas ambições sejam ainda maiores em termos de vitórias e em termos de medalhas", disse a presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa no Palácio do Planalto, diante de uma plateia de dezenas de medalhistas olímpicos e paralímpicos nos Jogos de Londres.

O Brasil conquistou um recorde de medalhas em Londres, 17 no total, superando a meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de 15 conquistas, mas abaixo da expectativa do próprio governo, de 20 pódios.

A meta de estar entre os 10 primeiros em 2016 leva em conta a soma de ouro, prata e bronze. O quadro oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI), no entanto, considera o total de ouros para a classificação.

O Brasil, em ambos os casos, ocupou a 22a colocação em Londres, com 3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes. Estados Unidos e China também lideraram os dois quadros. Mas, na contagem de medalhas, a Rússia superou a Grã-Bretanha, que oficialmente encerrou os Jogos na terceira colocação, uma posição acima dos russos.

"O nosso objetivo é sem dúvida, obter sim vitórias, é sim chegar ao maior número possível de medalhas", disse Dilma.

Em Londres, a Austrália ficou em 10o lugar na contagem oficial, com 35 medalhas, sendo 7 de ouro, 16 de prata e 12 de bronze. A Hungria, no entanto, ficou na 9a colocação, com muito menos medalhas, 17 no total, o mesmo do Brasil, mas obteve 8 medalhas de ouro, 4 de prata e 5 de bronze.

BOLSA PÓDIO

Dois terços do valor adicional de 1 bilhão de reais virão do Orçamento Geral da União e o restante de investimentos de empresas estatais. Dentro deste montante, 690 milhões de reais serão destinados a atletas e 310 milhões de reais a construção e reforma de 22 centros de treinamento.

O programa estabelece o Bolsa Pódio, com até 15 mil reais por mês por atleta, e o Bolsa Técnico, com até 10 mil reais por mês, além de outras faixas de apoio.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que 200 atletas serão beneficiados, por critérios de mérito e classificação.

"Todos terão direito a essa bolsa a partir dos critérios de necessidade", disse Aldo a jornalistas após a cerimônia de lançamento.

O ministro disse ainda que o governo irá realizar competições de atletismo entre jovens nos moldes da Olimpíada da Matemática para identificar talentos.

Segundo a presidente, depois de ter visitado o centro de treinamento da delegação brasileira em Londres, teve noção de que é "claramente fundamental" a oferta de equipamentos e infraestrutura de ponta para os atletas.

"Estamos apostando que um conjunto integrado de medidas é necessária para preparação de atletas de alta performance", disse ela.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) elogiou o plano do governo, classificando-o como "um grande passo para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro".

"A razão deste plano são os atletas. Estamos construindo um novo país esportivo para os atletas. Este projeto é brilhante, sensacional. É um exemplo para o mundo do compromisso do governo brasileiro com os atletas e com o esporte", disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

A preparação brasileira para Londres foi a maior e mais cara para uma Olimpíada, com mais de 1 bilhão de reais entre recursos do orçamento do Ministério do Esporte e da Lei Agnelo/Piva, além do patrocínio de empresas estatais diretamente às modalidades.

Apesar disso, o Brasil não conseguiu igualar na capital britânica o recorde de 5 medalhas de ouro, obtido em Atenas-2004, e ainda disputou menos finais do que na China, há quatro anos, 35 contra 41.

Com reportagem adicional de Jeferson Ribeiro

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