27 de Setembro de 2012 / às 20:53 / em 5 anos

"Não temos mais tempo para frustrações", diz Mano

Técnico brasileiro Mano Menezes faz sinal positivo após coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. Mano disse nesta quinta-feira que a seleção brasileira não tem mais tempo para "frustrações" e que voltou a convocar o meia-atacante Kaká por sua trajetória na equipe e pelas informações que recebeu sobre a forma física e técnica dele, apesar da ausência do jogador do time titular do Real Madrid. 27/09/2012 REUTERS/Sergio Moraes

27 Set (Reuters) - O técnico Mano Menezes disse nesta quinta-feira que a seleção brasileira não tem mais tempo para “frustrações” e que voltou a convocar o meia-atacante Kaká por sua trajetória na equipe e pelas informações que recebeu sobre a forma física e técnica dele, apesar da ausência do jogador do time titular do Real Madrid.

O treinador acredita que Kaká pode ser um dos líderes do Brasil, mas defende que o trabalho de liderança seja dividido.

“Não penso que deva recair sobre esse ou aquele jogador essa necessidade de liderar sozinho um trabalho tão grandioso e tão difícil de ser executado”, declarou Mano em entrevista coletiva, após anunciar a lista de convocados para os amistosos contra Japão e Iraque, em outubro.

“Penso que temos que cada vez mais ter jogadores com essa capacidade para esse trabalho ficar mais leve para todos eles, e Kaká pode ser um desses jogadores.”

“Não temos mais tempo para frustrações, temos que seguir no caminho das afirmações, então vamos observar tudo o que vai acontecer. É importante você ter jogadores com essa trajetória, mas não podemos agredir os fatos reais, eles é que vão ser determinantes para as nossas convicções”, acrescentou.

Kaká, de 30 anos, que disputou as Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010, já tinha sido convocado por Mano em outubro do ano passado, mas acabou cortado por lesão do time que disputou amistosos contra Gabão e Egito.

“A gente tem acompanhado muito o trabalho que ele vem fazendo. Ainda não é um trabalho de campo na equipe principal do Real Madrid, mas em termos de treinamento, em termos de dedicação, o nível que ele está apresentando faz com que a gente crie a expectativa de uma boa apresentação quando chegar à seleção brasileira”, disse.

Segundo Mano, a idade limita algumas questões físicas, mas esse não é o caso ainda de Kaká. “Penso que é um jogador que vai chegar e confirmar as informações que temos recebido, de crescimento.”

A última partida de Kaká na seleção foi a derrota para a Holanda nas quartas de final da Copa de 2010 e desde então ele passou por problemas de lesão e vem enfrentando dificuldades para jogar na equipe titular do Real Madrid.

O treinador disse que o meio-campo do Real Madrid está atuando numa posição mais adiantada do que costumava fazer e pretende escalá-lo em pelo menos um dos jogos ao lado do meia Oscar, do Chelsea.

“Kaká vem treinando, trabalhando numa posição mais adiantada no campo. Não é exatamente a mesma função que o Oscar vem trabalhando na seleção. É isso que vamos ver com os dois juntos no mínimo em um dos dois amistosos”, declarou.

SEM BRILHO

Outra novidade na convocação de Mano foi a convocação do zagueiro Leandro Castán, que trocou o Corinthians pela Roma em julho. O treinador comentou que indicou a contratação do jogador quando comandava o clube paulista e Castán tornou-se um dos principais atletas do time que conquistou a Copa Libertadores este ano.

“Ele veio crescendo, se afirmou, e vem mantendo essa condição nos seus primeiros jogos na Roma. Vamos ver se confirma essa condição com a camisa da seleção brasileira”, disse o treinador.

Criticado pela torcida nos amistosos disputados em casa este mês -vitórias sobre África do Sul (1 x 0, em São Paulo) e Argentina (2 x 1 em Goiânia), além dos 8 x 0 na China, no Recife - Mano Menezes admite que a performance da seleção ainda não é a ideal.

“A seleção vem se afirmando em cima de resultados que não estão sendo acompanhados de atuações brilhantes porque não é possível tê-las, na grande maioria das vezes”, disse.

“Nós ainda não estamos preparados (para grandes conquistas), mas vamos estar”, acrescentou ele, visando a Copa das Confederações de 2013 e o Mundial de 2014.

Por Tatiana Ramil, em São Paulo

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