Ex-capitão da seleção alemã, Ballack se aposenta aos 36 anos

terça-feira, 2 de outubro de 2012 16:34 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BERLIM, 2 out (Reuters) - O ex-capitão da Alemanha Michael Ballack anunciou sua aposentadoria aos 36 anos na terça-feira, encerrando a carreira após jogar por Bayern de Munique e Chelsea e de ajudar a seleção de seu país a chegar à final da Copa do Mundo de 2002.

Ballack, que voltou ao Bayer Leverkusen em 2010, mas ficou sem contrato depois da última temporada, havia sido ligado a uma possível mudança para os Estados Unidos ou para a Austrália.

"Aos 36 anos, posso olhar para trás para uma época longa e maravilhosa no futebol profissional na qual eu não ousava em sonhar quando criança", disse ele em um breve comunicado.

"Foi um privilégio ter trabalhado com técnicos de ponta e colegas de time fantásticos. Obviamente, sentirei falta de jogar diante de 80 mil pessoas ou de marcar um gol."

Com uma forte presença física no meio de campo e um chute poderoso, Ballack, que tem 98 jogos pela Alemanha, teve início no Kaiserslautern e em 1998 ajudou o time a conquistar o título do Campeonato Alemão.

Ballack liderou a seleção alemã na Copa do Mundo de 2002 até a final contra o Brasil, mas o meio-campista estava suspenso na partida vencida pelos brasileiros por 2 x 0.

Ballack se transferiu para o Bayern em 2002, vencendo outros três títulos alemães e três Copas da Alemanha, antes de assinar contrato com o Chelsea, onde permaneceu até 2010.

Ele conquistou títulos domésticos na Inglaterra, mas experimentou de novo a derrota quando sua equipe perdeu a final da Liga dos Campeões de 2008 nos pênaltis contra o Manchester United.

O meio-campista depois conduziu a Alemanha para a final da Euro 2008, antes de perder para a Espanha.

Uma lesão pouco antes da Copa do Mundo de 2010 impediu que ele participasse do torneio na África do Sul. O técnico Joachim Loew nunca mais o convocou, provocando uma guerra de palavras, na qual Ballack o acusou de mentir.

 
Michael Ballack (esquerda) do Bayer Leverkusen recebe flores e um relógio do diretor de esportes do Rudi Voeller durante uma cerimônia em Leverkussen, na Alemanha. 28/04/2012 REUTERS/Kai Pfaffenbach