No Rio, Bolt diz querer ser o maior da história do atletismo

terça-feira, 23 de outubro de 2012 20:32 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 23 Out (Reuters) - O velocista jamaicano Usain Bolt afirmou nesta terça-feira no Rio de Janeiro que pretende se tornar o maior nome da história da sua modalidade, assim como foram Michael Jordan no basquete, Pelé no futebol e Muhammad Ali no boxe.

Bolt é um dos atletas de maior destaque no cenário internacional, e na Olimpíada de Londres, este ano, ganhou medalhas de ouro nos 100m, 200m e revezamento 4x100m, repetindo a atuação de Pequim-2008. Foi a primeira vez na história que um atleta ganhou dois ouros olímpicos seguidos nestas provas.

"É claro que gostaria de ser classificado como um dos maiores no meu esporte como Pelé, Muhammad Ali e Michael Jordan", disse ele a jornalistas em visita ao Rio. "Cabe à imprensa, aos fãs determinarem se sou o melhor ou não, mas trabalho para ser o melhor."

Bolt visitou a Vila Olímpica do Mato Alto, em Jacarepaguá, na zona oeste da capital e chegou ao local de helicóptero. Do alto pôde ver a preparação do Rio para os Jogos de 2016 e aproveitou para visitar pontos turísticos tradicionais da cidade, como as praias, o estádio do Maracanã e o Cristo Redentor. Lá, ele posou ao pé do monumento fazendo seu tradicional gesto da vitória, o arco e flecha.

Na Vila, o velocista apostou corrida com o prefeito da cidade, Eduardo Paes, que o recepcionou na visita ao local.

"O Rio é um lugar fantástico e estou muito feliz por estar aqui. Ao sobrevoar a cidade, pude ver grande parte das suas belezas naturais. A energia que recebi de todos aqui foi maravilhosa", disse ele.

Bolt espera chegar aos Jogos de 2016 em forma, mesmo aos 30 anos de idade. "O mais importante nesses próximos quatro anos vai ser dosar os treinos e o principal é não chegar ao pico antes de 2016. Se conseguir, vou estar bem", declarou o jamaicano.

Sobre a pista do estádio olímpico João Havelange, que deve receber as provas de atletismo em 2016, Bolt evitou comentários. "Fizeram algo espetacular na China e em Londres também. Aqui não pisei na pista. Prefiro esperar e não criar expectativas", finalizou.

(Reportagem de Reuters TV e Rodrigo Viga Gaier)

 
O jamaicano Usain Bolt posa diante do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira. REUTERS/Sergio Moraes