Com Pelé e Beckenbauer, força-tarefa da Fifa chega ao fim

terça-feira, 30 de outubro de 2012 18:55 BRST
 

Por Brian Homewood

ZURIQUE, 30 Out (Reuters) - Um grupo de trabalho da Fifa que incluía Pelé e Franz Beckenbauer e que deveria discutir formas de tornar as Copas do Mundo mais interessantes encerrou suas discussões tendo produzido pouca coisa além de uma sugestão sobre apertos de mão.

"A Força-Tarefa da Fifa para o Futebol-2014, que começou em maio de 2011, concluiu seu trabalho após discussões sobre possíveis reformas no esporte", disse a Fifa em nota.

"Vários membros dessa força-tarefa, inclusive seu presidente, Franz Beckenbauer, irão agora integrar o Comitê de Futebol da Fifa, uma comissão permanente que vai continuar a apresentar propostas para melhorar o esporte."

O grupo, que contava com vários outros ex-craques internacionais, tinha a tarefa de encontrar maneiras de tornar os jogos das Copas menos defensivos, após algumas partidas tediosas na edição de 2010 na África do Sul.

O trabalho já começou mal, com a ausência de Beckenbauer e do inglês Boby Charlton na primeira reunião, em maio de 2011. Pelé nunca apareceu.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse inicialmente que a força-tarefa deveria examinar a possibilidade de retomada da "morte súbita" e a abolição da prorrogação após empates nos jogos eliminatórios. Durante o congresso da Fifa neste ano, em Budapeste, Blatter disse também que a comissão chefiada por Beckenbauer poderia considerar até mesmo a eliminação da decisão por pênaltis.

Mas Beckenbauer relutou em fazer qualquer sugestão drástica. Na última reunião do grupo, em fevereiro, o alemão falou principalmente sobre a importância do aperto de mãos entre jogadores.

Ele sugeriu que os atletas se perfilassem no círculo central e se cumprimentassem após a partida, como acontecia com ele na sua época de escola. Também propôs que as equipes entrassem juntas para o segundo tempo.

A força-tarefa chegou a propor que os times pudessem fazer uma quarta substituição durante a prorrogação, mas a ideia foi rejeitada em março pela International Board, entidade que define as regras do esporte.

Outra sugestão, a abolição da chamada tripla punição - em que um jogador que comete um pênalti é também expulso da partida e sofre suspensão automática de um jogo -, foi arquivada pelo IB.