8 de Novembro de 2012 / às 12:42 / 5 anos atrás

Brasileiros do Shakhtar ofuscam Chelsea apesar da derrota

Por Mike Collett

LONDRES, 8 Nov (Reuters) - Um time jogou como campeão da Europa no duelo entre Chelsea e Shakhtar Donetsk na quarta-feira, em Londres, mas não foi o clube inglês atual campeão da Liga dos Campeões.

Apesar da vitória por 3 x 2, conquistada com uma cabeçada do reserva Victor Moses nos acréscimos, o Chelsea foi dominado na maior parte tempo pelo time ucraniano cheio de talentos brasileiros.

Ainda há muito torneio pela frente, e nada impede que o Shakhtar repita o feito do Chelsea e levante o troféu continental na final marcada para o estádio Wembley, em maio. Mas, como o próprio Chelsea mostrou ao vencer o Bayern na decisão por pênaltis da temporada passada, nem sempre o melhor time ganha a competição.

Aliás, nem é preciso ser o melhor para vencer uma partida. Na quarta-feira, o Shakhtar teve mais visão de jogo, melhor passe, mais velocidade e mais criatividade diante dos nervosos torcedores que ocupavam mais de 40 mil lugares no estádio inglês Stamford Bridge.

É verdade que o Chelsea, assim como na conquista da última Liga dos Campeões, demonstrou garra e capacidade de superar as ausências de Ashley Cole, Frank Lampard e John Terry.

Além disso, a vitória do Chelsea só foi possível graças a duas falhas do goleiro Andriy Pyatov, em gols marcados por Fernando Torres e Oscar, e por uma falha defensiva do Shakhtar no final do jogo, quando Moses pôde subir sozinho na cobrança de escanteio.

Em geral, no entanto, os brasileiros do Shakhtar se sobrepuseram aos compatriotas do Chelsea, embora Ramires e Oscar tenham tido boas atuações pelo time da casa.

Os dois gols do time ucraniano foram marcados pelo meia Willian, melhor em campo na noite, seguido de perto por Fernandinho. O trabalho deles --junto com os também brasileiros Luiz Adriano e Alex Teixeira-- faz com que o Shakhtar se distancie definitivamente dos estereótipos associados a times do Leste Europeu no passado.

O time, no entanto, preserva uma característica desse tipo de futebol: a defesa sólida e a técnica cuidadosa. Não é impossível, portanto, que os ucranianos repitam o feito obtido em 1986 pelo Steaua Bucharest e em 1991 pelo Estrela Vermelha de Belgrado, únicos times da Europa Oriental a se sagrarem campeões europeus.

O Shakhtar, que conquistou a Copa do Uefa --um torneio continental secundário-- em 2009, disputa atualmente sua sexta temporada consecutiva na Liga dos Campeões.

Até a quarta-feira, o Shakhtar acumulava uma série invicta de 18 partidas em todas as competições, com apenas um empate. No domingo, o time conquistou sua 23a vitória sucessiva no campeonato nacional, numa série iniciada no ano passado.

O técnico Mircea Lucescu ficou naturalmente frustrado com a derrota da quarta-feira, e queixou-se da falta de reconhecimento dos seus atletas no Brasil, cuja seleção atualmente amarga apenas a 13a colocação no ranking da Fifa.

“É uma pena que nossos jogadores não sejam reconhecidos lá no Brasil; Willian e Fernandinho são jogadores de altíssimo nível”, afirmou ele a jornalistas. “Para nós, Fernandinho é importantíssimo, porque ele sabe como organizar o jogo. Willian sabe como se infiltrar nos espaços, e hoje à noite ele conseguiu gols.”

Mas quem levou os pontos foi o Chelsea, que agora está empatado com a Juventus e o próprio Shakhtar na disputa pela classificação.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below