Zico diz que sucessor de Mano terá "situação facilitada"

terça-feira, 27 de novembro de 2012 19:37 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 27 Nov (Reuters) - O futuro técnico da seleção brasileira deve ter uma vida mais tranquila depois que o antecessor, Mano Menezes, fez a peneira do grupo e construiu uma base para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, afirmou nesta terça-feira o ex-jogador e atual treinador do Iraque, Zico.

"Quem pegar vai ter uma situação facilitada e pega uma seleção praticamente pronta", declarou ele a jornalistas no Rio de Janeiro.

Para ele, Mano Menezes fez o trabalho mais difícil em uma seleção, que é o de teste e filtragem dos jogadores até a formação de uma base para as competições.

Zico entende que Mano deixa como legado ao futuro treinador um grupo 85 por cento pronto para a Copa das Confederações e Copa do Mundo, em 2013 e 2014, respectivamente.

"Fiquei triste com a saída do Mano que fez uma nova seleção e, não teve um legado de 2010, ao contrário dos anteriores. Para fazer uma nova seleção leva tempo", afirmou o ex-jogador, que considerou a demissão de Mano um equívoco.

"Ele já tinha encontrado uma seleção ideal e foi uma pena sair agora."

Recentemente, o Brasil massacrou o Iraque por 6 x 0, em amistoso internacional na Suécia. "Quando a seleção está ruim, até com as Ilhas Fiji fica complicado jogar. Não era o caso; quando o Brasil está bem, e nós vimos isso, o time faz o diabo", declarou.

O Brasil não terá seu técnico como representante no sorteio de grupos da Copa das Confederações, no sábado, em São Paulo.

Zico não quis revelar o seu predileto na disputa para suceder Mano Menezes, e disse que não é candidato à vaga. "Tenho meus critérios e não sou candidato. O treinador tem que atuar no Brasil e ter resultados com clubes brasileiros para assumir a seleção", analisou Zico, que luta para colocar o Iraque na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

"No Japão, tive mais facilidade porque já conhecia o lugar, jogadores e tive o caminho facilitado por 11 anos que morei lá", disse Zico. "No Iraque, o maior problema que a gente sente é não poder jogar ao lado da torcida, não dá para jogar em Bagdá, por segurança. Então, é muito mais complicado", finalizou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)