2 de Dezembro de 2012 / às 18:18 / 5 anos atrás

Jogadores do Valencia são culpados por queda de técnico, diz Soldado

MADRI, 2 Dez (Reuters) - Os jogadores do Valencia são os culpados pela demissão do técnico Mauricio Pellegrino, afirmou o atacante espanhol e capitão da equipe Roberto Soldado neste domingo.

O argentino Pellegrino foi dispensado no sábado depois que a equipe perdeu por 5 a 2 para o Real Sociedad, deixando o Valencia, de quem se esperava uma campanha na luta por um dos primeiros lugares do Campeonato Espanhol, na metade da tabela.

“O treinador provou suas habilidades com o trabalho que fez conosco no dia a dia, mas o que trabalhávamos durante a semana não acontecia em campo”, afirmou Soldado, principal goleador da equipe, em entrevista coletiva.

“Ele tinha caráter e a capacidade de dirigir o time, mas nós não crescemos para o desafio no nível esperado para as pessoas que vestem essa camisa.”

“Quem quer que for o substituto, são os jogadores que nos tirarão dessa situação.”

Pellegrino guiou o Valencia até as oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, e eles ainda podem terminar a primeira fase da competição na liderança do Grupo F, à frente do Bayern de Munique, dependendo dos resultados desta semana. Porém, conseguiu apenas cinco vitórias em 14 partidas disputadas na liga espanhola.

A decisão de nomear técnico o inexperiente Pellegrino, de 41 anos, no lugar de Unai Emery em maio, foi arriscada, mas foi uma medida popular entre os torcedores.

Como jogador, Pellegrino ajudou o Valencia de Rafael Benitez a vencer os títulos espanhóis de 2002 e 2004, assim como a Copa da Uefa em 2004. O argentino também havia trabalhado como assistente de Benitez no Liverpool e na Inter de Milão.

Seu antecessor, Emery, nunca foi realmente aceito pelos exigentes torcedores do Valencia, mesmo tendo liderado uma equipe que passa por um momento financeiro delicado, forçada a vender seus melhores jogadores todos os anos, ao terceiro lugar do campeonato nos últimos três anos.

Pellegrino se sentiu frustrado por não ter tido mais tempo à frente da equipe, que segundo o argentino pode ter sentido pressão da torcida.

“Eu acho injusto. Foi uma decisão impensada no calor do momento”, afirmou ele em entrevista coletiva no domingo.

“Como jogador, eu suportei pressão de torcedores em quatro ou cinco momentos distintos, sob o comando de Benitez e de Hector Cuper, e os dois projetos acabaram sendo bem-sucedidos.”

“Estamos há apenas quatro ou cinco pontos do nosso objetivo no campeonato, e estamos classificados para as oitavas-de-final da Liga dos Campeões e ainda estamos vivos na Copa do Rei. Mas esse é o futebol.”

O Valencia vai à França e pega o Lille pela última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões na quarta-feira.

Reportagem de Mark Elkington

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