Futuro de Drogba e Anelka na China fica incerto

terça-feira, 18 de dezembro de 2012 14:26 BRST
 

XANGAI, 18 Dez (Reuters) - As carreiras na China dos ex-atacantes do Chelsea Didier Drogba e Nicolas Anelka estão em dúvida, em meio a relatos de salários em atraso no final de um ano tumultuado no Shanghai Shenhua.

A mídia local informou que os agentes do francês Anelka estão em negociações com o clube da Super Liga Chinesa para abrir mão do último ano de seu contrato, enquanto o atacante da Costa do Marfim Drogba está ligado a rumores de um retorno à Europa.

Drogba assinou um contrato de dois anos e meio avaliado em cerca de 300 mil dólares por semana em junho, mas o jornal Oriental Sports Daily, de Xangai, disse na semana passada que o jogador, de 34 anos, estava com salários em atraso na esteira de uma disputa de patrimônio de longa duração no clube.

Drogba pediu permissão para sair no mês passado do time em um empréstimo antes da janela de transferências de janeiro, mas a Fifa recusou o pedido.

Ele já voltou para o Chelsea para treinar em seu ex-clube em uma tentativa de se manter em forma para a Copa Africana de Nações, que começa em 19 de janeiro, alimentando especulações de um retorno à Europa.

Um porta-voz do Shenhua confirmou à Reuters que Anelka estava em negociações com o clube a respeito de seu futuro, mas se recusou a comentar se Drogba tinha confirmado que ele iria voltar para Xangai depois de jogar a Copa Africana.

"Eles ainda são jogadores contratados e nada mudou a esse respeito", disse ele à Reuters por telefone nesta terça-feira.

A perda de dois atacantes de alto perfil seria um grande golpe para o clube e a Super Liga Chinesa, que havia alardeado suas chegadas como um sinal de fé na competição após anos atolada em escândalos de corrupção.

 
Didier Drogba, da Costa do Marfim, reage após gol durante amistoso contra a Áustria e Linz. As carreiras na China dos ex-atacantes do Chelsea Didier Drogba e Nicolas Anelka estão em dúvida, em meio a relatos de salários em atraso no final de um ano tumultuado no Shanghai Shenhua. 14/11/2012 REUTERS/ Dominic Ebenbichler