Massa diz ter temido por carreira na F1 na temporada passada

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 20:41 BRST
 

17 Jan (Reuters) - O piloto brasileiro Felipe Massa temeu que sua carreira na Fórmula 1 tivesse chegado ao fim na temporada passada e consultou um psicólogo para ajudá-lo a superar seus problemas na Ferrari.

Massa disse à BBC, em entrevista durante o evento da Ferrari para a imprensa numa estância de inverno na Itália, que ele chegou a considerar encerrar a carreira.

"Sim. Eu pensei sobre muitas coisas. Pensei que talvez tivesse acabado. Pensei em não ficar na Ferrari. Não sabia o que ia acontecer. Então muitas coisas estavam no meu cérebro", disse.

"Conversei com todos", acrescentou o vice-campeão mundial de 2008, que escapou de um acidente quase fatal em 2009. "Mas eu também trabalhei com um psicólogo profissional. Um psicólogo esportivo."

"Isso foi só o começo. Depois disso, consegui mudar a direção em que eu pensava, a direção do trabalho e acho que foi como se fosse um treinamento que eu tivesse feito. Mas também acho que minha família ajudou, definitivamente 100 por cento", acrescentou.

Massa teve um desempenho ruim na primeira metade da temporada passada, marcando somente 23 pontos, enquanto seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, marcou 154.

O brasileiro conseguiu uma importante recuperação na segunda metade da temporada, somando 122 pontos no fim do campeonato e garantindo a prorrogação de um ano de seu contrato com a Ferrari.

Massa disse que o bicampeão mundial Alonso foi o companheiro de equipe mais difícil que já teve, incluindo o heptacampeão mundial, o alemão Michael Schumacher.

"Acho que tive mais momentos difíceis com Fernando, então diria que Fernando foi o companheiro mais forte para mim", explicou. "Mas você aprende com todo mundo. Aprendi muito com Michael, com Kimi (Raikkonen, entre 2007 e 2009) e com Fernando."

(Reportagem de Alan Baldwin)

 
O piloto Felipe Massa, da Ferrari, concede entrevista coletiva durante evento anual da escuderia italiana em Madonna di Campiglio, na Itália, nesta quinta-feira. 17/01/2013 REUTERS/Max Rossi