Para Felipão, Brasil teve "dificuldades físicas" contra ingleses

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 21:00 BRST
 

6 Fev (Reuters) - O técnico Luiz Felipe Scolari considerou positiva a atuação do Brasil na derrota de 2 x 1 para a Inglaterra nesta quarta-feira e disse que a questão física fez a diferença em favor dos ingleses, destacando que os brasileiros estão em começo de temporada no país.

"O jogo de hoje (quarta-feira) foi bom em muitos aspectos para observarmos e traçarmos mais algumas coisas para o futuro", afirmou Felipão em entrevista coletiva sobre o primeiro jogo desde seu retorno à seleção.

"Tivemos dificuldades físicas, tanto que a posse de bola provavelmente tenha sido mais ou menos igual, os chutes a gol provavelmente tenham sido mais nossos. Mas falta um pouquinho e esse pouquinho é a parte física, que faz essa diferença no momento."

O Brasil teve pouca inspiração no ataque.

Luis Fabiano quase não tocou na bola e Neymar teve uma atuação abaixo do que vem fazendo. Ambos atuam no Brasil, assim como Ronaldinho e Paulinho entre os titulares do time no estádio Wembley. O restante da equipe que começou jogando atua na Europa, que está na metade de sua temporada e, portanto, com jogadores em melhores condições físicas.

"Fisicamente nós não tínhamos a chance de dar uma condição maior para o Neymar mostrar todas as suas condições...porque o adversário estava em maior número fisicamente em campo, preenchia as lacunas que o Neymar abria", disse.

Felipão não quis comparar as performances de Luis Fabiano e Fred, autor do gol brasileiro.

"Nenhum leva vantagem sobre o outro porque só podemos analisar a equipe a partir de março, quando nós tivermos jogado 7, 8 partidas no Brasil e a nossa condição for igual a dos outros", afirmou o treinador.

Felipão deixou uma perspectiva positiva para o futuro da seleção, que neste ano disputa a Copa das Confederações e no ano que vem tem seu grande objetivo: a Copa do Mundo em casa.   Continuação...

 
O técnico Luiz Felipe Scolari comandou o Brasil em jogo contra Inglaterra nesta quarta-feira. REUTERS/Eddie Keogh