Presidente da comissão de arbitragem da CBF deixa cargo após denúncia
RIO DE JANEIRO, 26 Fev (Reuters) - O presidente da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Aristeu Leonardo Tavares, deixou o cargo nesta terça-feira, depois de uma entrevista na qual revela a possível manipulação de resultados no país.
Aristeu teria dito ao jornal de Goiás "O Popular" que havia suspeitas de envolvimento de árbitros brasileiros na armação de partidas e que as denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público para investigação.
A saída de Aristeu Tavares foi confirmada pelo vice-presidente da CBF Marco Polo Del Nero. "Ele pediu demissão após uma conversa com ele", disse a jornalistas o dirigente, que preside a Federação Paulista de Futebol e é integrante do comitê executivo da Fifa.
Ao ser questionado se a entrevista foi a causa da demissão do presidente da comissão de arbitragem, Del Nero não quis confirmar.
"Não foi discutido nada. Ele só pediu demissão...ele não fez alegação nenhuma, só pediu exoneração", afirmou.
A CBF apontou Edson Rezende, corregedor da comissão de arbitragem e ex-presidente do órgão, para assumir interinamente o cargo de presidente.
Aristeu Tavares havia assumido o posto no ano passado após reclamações e insatisfação dos clubes com os erros de arbitragem no futebol brasileiro.
Na entrevista ao jornal de Goiás, Tavares revelou a suspeita sobre a possível participação de árbitros brasileiros no esquema de manipulação de jogos. Segundo ele, a CBF está acompanhando o andamento do caso e dando o respaldo necessário à comissão de arbitragem.
"Existem denúncias e, repito, foram de pronto encaminhamento para o Ministério Público, que é o órgão fiscal da lei. Eu esperei virar o ano, ver as denúncias e as coletas de provas. Eu quero acompanhar isso. Vou pedir para verificar com o Ministério Público como que está isso, se houve evolução", disse ele, segundo o jornal. Continuação...

