28 de Fevereiro de 2013 / às 13:34 / 5 anos atrás

Técnico do Líbano põe futuro em dúvida após escândalo de manipulação

28 Fev (Reuters) - O técnico da seleção libanesa de futebol, Theo Bucker, colocou em dúvida nesta quinta-feira sua permanência no cargo, dizendo-se “arrasado” com a punição imposta a 24 jogadores do país por suspeita de participarem da manipulação de resultados em jogos de clubes e da seleção.

Técnico da seleção do Líbano, o alemão Theo Bucker, durante jogo eliminatório para a Copa do Mundo contra o Catar, em Doha, em novembro de 2012. Bucker colocou em dúvida sua permanência no cargo, dizendo-se "arrasado" com a punição imposta a 24 jogadores do país por suspeita de participarem da manipulação de resultados em jogos. 14/11/2012 REUTERS/Fadi Al-Assaad

A Federação Libanesa de Futebol impôs na terça-feira punições variadas, inclusive o banimento definitivo do futebol para o zagueiro Ramez Dayoub e o atacante Mahmoud El-Ali. O comitê disciplinar da Confederação Asiática de Futebol também está investigando o caso.

O alemão Bucker é visto como o grande responsável por levar o Líbano pela primeira vez às etapas finais das eliminatórias para a Copa do Mundo.

“Todo um país estava esperando fazer algo diferente. Agora, tudo foi demolido”, disse o treinador ao jornal Sport 360, dos Emirados Árabes Unidos.

“Espero nos próximos dois ou três dias ter uma reunião com a federação para falar da minha posição. Não sei o que vou fazer, preciso conversar com os conselheiros e o presidente. Não posso dizer se vou ou não continuar.”

“Por dentro, estou arrasado”, acrescentou. “Realmente preciso pensar nas coisas e tomar a decisão certa.”

À frente de uma seleção que há dois anos ocupava apenas o 178º. lugar no ranking da Fifa, Bucker conseguiu vitórias sobre pesos-pesados do futebol asiático, como Irã e Coreia do Sul.

Mas, mesmo antes do escândalo no futebol local, a vaga para a Copa de 2014 no Brasil já parecia improvável, pois o Líbano perdeu em novembro do Catar, e uma nova derrota em março para o Uzbequistão, líder do Grupo A, deve enterrar de vez o sonho libanês.

Reportagem de Amlan Chakraborty em Nova Délhi

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