Futebol deve fazer mais para combater o racismo, diz Fifa

sábado, 2 de março de 2013 11:54 BRT
 

EDIMBURGO, 2 Mar (Reuters) - O futebol não atende suficientemente as vítimas de racismo dentro e fora do campo há muito tempo, e precisa mudar essa concepção imediatamente, disse neste sábado Jeffrey Webb, presidente da força-tarefa contra o racismo que a Fifa criou recentemente.

Presidente da Concacaf, federação que reúne os países da América Central, do Norte e do Caribe, Webb foi indicado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, para reformular a maneira como o esporte lida com o racismo --a discriminação no esporte vem aumentando drasticamente nos últimos anos.

Webb disse que gostaria de se reunir com jogadores da Premier League, o Campeonato Inglês, para conhecer os casos de racismo envolvendo cada um deles para estabelecer novas estratégias para lidar com o problema.

Perguntado se ele gostaria de conhecer John Terry, Anton Ferdinand, Luis Suarez e Patrice Evra, todos envolvidos em incidentes racistas na última temporada inglesa, Webb disse que vai se encontrar com atletas envolvidos nos dois lados do problema.

"Nós estamos conversando há muito tempo sobre isso no futebol e acho que não apoiamos os atletas como deveríamos. As punições e sanções não foram suficientes para apoiá-los", disse.

"É uma pena que isso tenha chegado a esse ponto. Como membros da Fifa, nós devemos assegurar que jogadores como Kevin Prince-Boateng e todos os atletas ao redor do mundo tenham as mesmas oportunidades e direitos."

Jogador do Milan, Boateng recentemente se retirou de campo com seus colegas de time em protesto contra gritos racistas de torcedores do Pro Patria, clube da quarta divisão italiana, durante partida amistosa em janeiro.

A força-tarefa vai começar seus trabalhos a partir do comitê executivo da Fifa, que vai definir a composição da equipe e enviar um relatório preliminar sobre as ações do grupo para o congresso da Fifa nas Ilhas Maurício, no mês de maio.