Polícia britânica abre inquérito sobre morte de Berezovsky

sábado, 23 de março de 2013 17:11 BRT
 

LONDRES, 23 Mar (Reuters) - A polícia britânica disse neste sábado que abriu inquérito sobre a morte em circunstâncias "não esclarecidas" do magnata russo Boris Berezovsky, em sua residência perto de Londres.

No Brasil, o magnata ficou conhecido por sua possível ligação com a MSI, parceira do Corinthians de 2004 a 2007.

"A morte dele está sendo tratada no momento como não esclarecida e uma investigação está sendo feita", afirmou a polícia em uma declaração que não citou o nome do empresário de 67 anos.

"A área ao redor da propriedade foi isolada para permitir que a investigação ocorra", completou a fonte.

O corpo de Berezovsky foi encontrado em uma propriedade em Ascot, uma pequena cidade localizada cerca de 40 km a oeste de Londres, acrescentou o comunicado.

Berezovsky era um homem com forte influência política e econômica na época do falecido presidente Boris Yeltsin, antes de se desentender com Putin e seguir à Grã-Bretanha em 2001.

"Posso confirmar que ele morreu em sua casa. Eu o conheço há muito tempo, passamos muito tempo juntos. Estou chocado. É o fim de uma era", disse à Reuters Andrei Sidelnikov, amigo de Berezovsky.

O magnata perdeu um importante processo judicial contra o proprietário do time de futebol Chelsea, Roman Abramovich, em Londres, no ano passado, depois de uma batalha legal de seis bilhões de dólares relacionada a uma divisão dos vastos recursos naturais da Rússia pós-soviética.

Berezovsky, que orquestrou a reeleição de Boris Yeltsin em 1996 e teve um papel importante na ascensão ao poder de Putin, tendo recebido asilo político da Grã-Bretanha em 2003.

(Reportagem de Maria Golovnina e Peter Griffiths)

 
O oligarca russo Boris Berezovsky deixa a Suprema Corte em Londres, Reino Unido. Berezovsky, magnata russo e ex-autoridade do Kremlin que acabaria se tornando um dos críticos mais ferozes do atual presidente Vladimir Putin, morreu em Londres neste sábado, relataram agências de notícias russas, citando parentes e um advogado. 31/08/2012 REUTERS/Neil Hall