Restaurar confiança é o grande desafio da Red Bull

segunda-feira, 25 de março de 2013 15:20 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES, 25 Mar (Reuters) - A "punhalada pelas costas" desferida por Sebastian Vettel para vencer o GP da Malásia reavivou o antigo debate sobre o comportamento das equipes ao darem ordens para seus pilotos na Fórmula 1, mas nas próximas semanas a maior dor de cabeça para a Red Bull deve ser a confiança entre seus pilotos, ou a falta dela.

"Se você tem uma situação em que não há confiança ente os pilotos dentro de uma equipe, isso é bastante corrosivo", disse o britânico Damon Hill, campeão da F1 em 1996, comentando a prova de domingo, quando o tricampeão Vettel ignorou instruções da equipe e ultrapassou Mark Webber para conquistar a vitória.

A história da Fórmula 1 está cheia de exemplos de disputas internas nas equipes, eventualmente com resultados catastróficos na pista.

Admiradores do grande Gilles Villeneuve, por exemplo, irão para sempre acusar o francês Didier Pironi de contribuir para a morte do colega, ao lhe "roubar" a vitória no GP de San Marino em 1982.

O canadense --que na ocasião liderava uma dobradinha da Ferrari-- ficou irritado por ter sido ultrapassado depois de cumprir as ordens da equipe para poupar combustível e pneus.

Ele nunca mais falou com Pironi, e declarou que "a partir de agora é guerra". Duas semanas depois, na Bélgica, Villeneuve morreu num treino classificatório, tentando superar o tempo do colega de equipe.

A célebre animosidade entre Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren, no final da década de 1980, foi outro momento que resultou em manobras imprudentes -- às vezes para alegria dos torcedores.

E, em 2007, Fernando Alonso atrapalhou seu então colega de McLaren Lewis Hamilton num treino classificatório, sofrendo uma penalidade que lhe custou a pole position. Os dois terminaram a temporada 1 ponto atrás de Kimi Raikkonen, da Ferrari.   Continuação...