Encontrar solução para Engenhão levará até 2 meses, diz prefeitura do Rio

quarta-feira, 27 de março de 2013 15:57 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 27 Mar (Reuters) - Engenheiros vão precisar de um a dois meses para encontrar uma solução para o problema encontrado na estrutura da cobertura do Engenhão, que provocou a interdição do estádio por tempo indeterminado, informou a prefeitura do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.

Ainda não há qualquer estimativa para a reabertura da arena, que foi construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e que será utilizada na Olimpíada de 2016 para as provas de atletismo.

"Acabamos de receber relatório sobre o estádio. Ele não vem atrelado com soluções. É um problema sério. Não dá para prever quanto tempo para reabrir. Precisaremos de 30 a 60 para o estudo da solução, e com a solução podemos fazer perspectiva", disse a jornalistas o presidente da empresa municipal de obras do Rio, a RioUrbe, Armando Queiroga.

A cobertura em balanço do estádio, considerada por especialistas como uma obra desafiadora, vinha sendo monitorada desde a conclusão da obra, em 2007. Um primeiro problema foi identificado em 2009, quando se apontaram os primeiros riscos para a cobertura em caso de ventos acima de 115 Km/h. Como essas rajadas são incomuns na cidade, o Engenhão não foi interditado, mas o monitoramento foi aprofundado.

Um novo relatório deste ano realizado por uma empresa internacional apontou para um risco de desabamento de parte da estrutura caso os ventos superassem 63 km/h no local, o que levou a prefeitura da cidade a interditar a arena.

As coberturas das alas oeste e leste, onde ficam a maior parte dos assentos dos espectadores, estavam comprometidas, segundo os especialistas.

De acordo com os engenheiros e a prefeitura, o deslocamento dos arcos de suporte que dão apoio às coberturas foi 50 por cento maior que o permitido.

"O deslocamento estava previsto, mas foi superior", disse Marcos Vidigal, representante do consórcio Engenhão que é responsável pela manutenção do estádio. "Dependendo do vento, intensidade, direção, poderia ocorrer a ruína (da cobertura)."

Na terça, quando foi anunciada a interdição do estádio, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) cogitou a possibilidade de o problema ser um erro de projeto. Nessa, quarta-feira, os engenheiros foram mais cautelosos ao falar de projeto de arquitetura e execução da obra.   Continuação...