Di Canio revida acusações "injustas"

segunda-feira, 1 de abril de 2013 16:02 BRT
 

LONDRES, 1 Abr (Reuters) - O italiano Paolo Di Canio, cuja nomeação como técnico do Sunderland provocou a renúncia de um ex-ministro da diretoria do clube, disse nesta segunda-feira que estava magoado pelas acusações injustas feitas contra ele.

Apesar de ter trabalhado anteriormente como técnico do Swindon Town, da 3ª divisão, e ter jogado tanto na Inglaterra quanto na Escócia durante uma longa carreira, a notícia de sua nomeação pelo Sunderland reacendeu o interesse nas declarações que ele fez à agência de notícias italiana Ansa em 2005, quando disse: "Sou um fascista, não um racista".

O ex-ministro das Relações Exteriores do governo britânico David Miliband renunciou imediatamente dos cargos de vice-presidente e diretor não-executivo do Sunderland, depois que Di Canio foi nomeado sucessor de Martin O'Neill, na noite de domingo.

Miliband citou as "declarações políticas passadas" do italiano como o motivo de sua renúncia.

Di Canio, de 44 anos, foi nomeado técnico do clube da 1ª divisão depois da demissão inesperada do O'Neill, no sábado, com o Sunderland pairando acima da zona de rebaixamento, sem nenhuma vitória nos últimos oito jogos.

Na segunda-feira, Di Canio divulgou um comunicado no site do Sunderland refutando as alegações feitas contra ele.

"Algo pode ter acontecido muitos anos atrás, mas o que conta são os fatos", disse.

"Minha vida fala por mim. É claro que me magoa porque as pessoas tentam tirar sua dignidade e isso não é justo. Acredito em meus pilares e tenho valores. O que me ofende mais do que qualquer coisa não é porque eles me atingem, elas atingem o que meus pais me deram, os valores que eles passaram para mim. Isso não é aceitável".

"O que posso dizer é que se alguém se magoou, eu sinto muito. Mas isso não veio de mim, veio de uma grande história que as pessoas viram de uma maneira diferente do que aconteceu".

(Reportagem de Mike Collett)