Di Canio se recusa a dizer se é fascista

terça-feira, 2 de abril de 2013 12:58 BRT
 

2 Abr (Reuters) - O novo técnico do Sunderland, Paolo di Canio, qualificou de "ridícula e patética" a polêmica gerada por sua contratação, e recusou-se a dizer, nesta terça-feira, se tem convicções fascistas.

O italiano de 44 anos assumiu no domingo o comando da equipe, que está ameaçada de rebaixamento no Campeonato Inglês. A polêmica em torno de Di Canio data de 2005, quando ele disse à agência de notícias italiana Ansa: "Sou fascista, não racista".

Em protesto contra a contratação dele, o ex-chanceler britânico David Milliband renunciou à sua vaga no conselho do Sunderland, e uma poderosa entidade sindical de mineiros da região pediu a retirada de uma faixa sua instalada permanentemente no estádio do time.

Na sua primeira entrevista coletiva no cargo, Di Canio disse que não falaria mais sobre a polêmica, pois já houve "uma ótima declaração do clube, (com) palavras claríssimas vindas de mim".

"Não quero mais falar de política por uma razão: porque não estou no Parlamento, não sou um político, vou falar só de futebol", acrescentou.

Em nota divulgada na segunda-feira, Di Canio alegou que sua declaração de 2005 foi tirada do contexto. "Expressei minha opinião em uma entrevista há muitos anos. Algumas partes foram retiradas para conveniência da mídia", afirmou.

(Reportagem de Toby Davis em Londres)

 
O novo técnico do Sunderland, Paolo di Canio, posa para fotos durante coletiva de imprensa no centro de treinamento do clube em Sunderland, norte da Inglaterra. Ele qualificou de "ridícula e patética" a polêmica gerada por sua contratação, e recusou-se a dizer, nesta terça-feira, se tem convicções fascistas. 2/04/2013. REUTERS/Nigel Roddis