Pilotos seguem sujeitos a ordens da equipe, diz Mercedes

sábado, 13 de abril de 2013 11:28 BRT
 

Por Alan Baldwin

XANGAI, 13 abrR (Reuters) - As polêmicas ‘ordens da equipe' continuam sendo uma opção para a Mercedes, apesar do tumulto causado por seu uso no GP da Malásia no mês passado, disseram Ross Brawn, diretor da escuderia, e Toto Wolff, diretor-executivo, neste sábado.

O esclarecimento veio depois que Niki Lauda, presidente não-executivo e acionista da Mercedes, que parece estar em atrito com Brawn desde que assumiu, disse aos repórteres que elas não seriam mais empregadas.

A Mercedes recorreu a elas em Sepang para segurar Nico Rosberg atrás do terceiro colocado Lewis Hamilton, que se classificou na pole para o GP da China no domingo, e para que nenhum dos pilotos ficasse sem combustível com tantos pontos em jogo.

A Red Bull também tentou aplicá-las na Malásia, mas o campeão Sebastian Vettel as ignorou, despertando furor por ultrapassar seu companheiro de equipe, Mark Webber, para vencer a prova.

"Terei que falar com ele, para que ele possa explicar", disse Brawn, sorrindo, quando indagado sobre os comentários de Lauda. "Para ser justo, Niki, como todos nós, quer ver os pilotos competindo".

"Como esportistas, nenhum de nós gosta de ordens da equipe. É algo que, em raras circunstâncias, decidimos ser a melhor decisão para a equipe. E em raríssimas circunstâncias tenho certeza de que chegaremos a essa conclusão novamente".

Falando aos repórteres em separado, o austríaco Wolff concordou com Brawn e afirmou haver duas circunstâncias claras nas quais tais ordens seriam necessárias.

Uma seria se o time se dá conta de um problema com os carros e quer garantir que terminem a corrida, e a outra se daria no final da temporada, quando um dos dois pilotos pode ficar fora da disputa do título.

"Há uma ordem na equipe: queremos ver nossos rapazes competindo", disse Wolff. "Não estamos competindo por nós, mas pelos espectadores e torcedores, e nunca devemos esquecer disso". "Mas pode haver uma situação na qual temos que intervir dos boxes, por mais danosa que seja para a modalidade".

(Por Alan Baldwin)