Marin se diz perseguido e garante que fica na CBF até 2015

terça-feira, 16 de abril de 2013 18:07 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 16 Abr (Reuters) - Alvo de denúncias e pressão no comando da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL), José Maria Marin disse em reunião com presidentes de federações, nesta terça-feira, que se sente perseguido, mas descartou deixar a CBF antes do fim de seu mandato em 2015, segundo dirigentes.

"Ele disse que não fica um dia a mais após o seu mandato", afirmou a jornalistas nesta terça-feira o presidente da federação da Bahia, Ednaldo Rodrigues.

As eleições para presidente da CBF ocorrem em 2014, mas o mandato de Marin, que substituiu Ricardo Teixeira em março do ano passado, vai até abril de 2015.

O dirigente, de 80 anos, aproveitou a assembleia-geral da CBF para pedir um voto de confiança na continuidade de seu trabalho como presidente da CBF e do COL.

"Ele disse que fica e vai até o fim, e presidentes manifestaram solidariedade", declarou o presidente da federação gaúcha, Francisco Noveletto, acrescentando que Marin "se diz alvo de injustiça e perseguição".

Marin abriu a assembleia para análise das contas de 2012, que foram aprovadas por unanimidade posteriormente, se explicando sobre suposta compra superfaturada de salas para a nova sede da entidade, no Rio de Janeiro. O negócio foi fechado em 70 milhões de reais, informou o jornal Folha de S.Paulo desta terça.

Marin apresentou documentos com avaliações de três empresas que avalizaram o valor do negócio e também declarações que apontavam que o valor venal do imóvel era compatível com os preços da compra, de acordo com os dirigentes de federações.

"Não dá para contestar com a documentação", afirmou o presidente da federação gaúcha.

O chefe da federação do Paraná, Helio Cury, disse que Marin contou que "vai à Justiça se defender de tudo".   Continuação...