25 de Abril de 2013 / às 03:42 / 4 anos atrás

Brasil é vaiado e leva "olé" do Chile em empate no Mineirão: 2 x 2

Ralf perde a bola em disputa com o chileno Cesar Cortes durante o amistoso Brasil x Chile no Mineirão, em Belo Horizonte. 24/04/2013Sergio Moraes

24 Abr (Reuters) - O Brasil ficou no empate por 2 x 2 com o Chile e foi vaiado pelos torcedores em amistoso nesta quarta-feira no Mineirão, primeiro estádio da Copa do Mundo de 2014 a receber a seleção brasileira.

Este foi o último jogo da equipe antes da convocação para a Copa das Confederações, que será disputada em junho em seis cidades brasileiras. O técnico Luiz Felipe Scolari, que contra o Chile contou apenas com jogadores que atuam no país, vai anunciar a lista de convocados para o torneio no dia 14 de maio.

Apesar da boa presença do público, com pouco mais de 53 mil pagantes, e da festa antes da partida, houve vaias e gritos de "olé" quando os chilenos trocavam passes no ataque, enquanto o Brasil estava apático em campo. As críticas da torcida têm sido constantes nas poucas vezes em que a seleção atua no Brasil antes da Copa.

"Um dia você é vaiado, no outro é elogiado, o futebol é assim", disse o atacante Neymar, autor do segundo gol mas chamado de "pipoqueiro" por parte da torcida.

O Brasil teve uma performance apagada. Ronaldinho Gaúcho, capitão do time e aposta de Felipão, esteve pouco inspirado. Houve falhas na defesa e o ataque também não funcionou.

"É difícil, é uma equipe que só treinou uma vez. A gente tentou, mas todo mundo sabia que ia ser muito difícil", afirmou Ronaldinho.

NEYMAR VIRA, MAS VARGAS EMPATA

Este foi o quinto jogo do Brasil sob o comando de Felipão, campeão mundial em 2002 e que voltou à seleção no fim do ano passado para o lugar de Mano Menezes. Em 2013, o time perdeu para Inglaterra e empatou com Itália e Rússia em partidas disputadas na Europa. A primeira vitória aconteceu contra a Bolívia, neste mês, quando apenas atletas que atuam no país jogaram.

O Chile, quarto colocado nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2014, começou melhor o jogo no Mineirão e abriu o placar logo aos 8 minutos. Após cobrança de falta, a bola sobrou para o zagueiro Marcos González empurrar para as redes, de cabeça.

Logo depois, os chilenos aproveitaram nova falha da defesa brasileira e Eugenio Mena ficou de cara para o goleiro Diego Cavalieri, que fez ótima defesa.

A primeira boa jogada do Brasil aconteceu aos 16 minutos, com um chute do meia Jadson na trave. Mas o Chile continuava melhor e quase ampliou numa bonita bicicleta de Patricio Rubio, após cruzamento de Eduardo Vargas.

Aos 25 minutos veio o empate do Brasil, através do zagueiro Réver, que subiu mais alto que a defesa e marcou de cabeça depois de cobrança de escanteio de Neymar.

Dez minutos depois, Neymar recebeu passe na esquerda e, livre de marcação, chutou por cima do travessão. O Brasil deixou o primeiro tempo sob vaias.

"Temos que ter mais atenção para não errar passes na intermediária. A marcação deles está muito forte", disse Réver antes do intervalo.

Para o segundo tempo, entraram Henrique e Alexandre Pato nos lugares de Dedé e Leandro Damião, respectivamente. E foi Pato quem fez a jogada do gol da virada. Aos 10 minutos, após boa troca de passes no ataque, Pato poderia ter chutado, mas preferiu rolar para Neymar empurrar para as redes.

Aos 19, Vargas, do Grêmio, empatou para o Chile em um belo chute de fora da área.

Logo depois, o Brasil fez mais duas mudanças, colocando Fernando e Osvaldo nas vagas de Ralf e Jadson. O lateral-direito Marcos Rocha ainda substituiu Jean.

No entanto, a seleção brasileira pouco ameaçou o gol do rival, mostrando que ainda está longe de estar pronto para os torneios que serão disputados em casa.

O amistoso serviu também como evento-teste oficial para o Mineirão. O Comitê Organizador Local (COL) informou que 14 áreas de serviços seriam testadas antes, durante e depois do jogo no estádio, que, junto com a Arena Castelão (Fortaleza), foi um dos únicos a ficar pronto dentro do cronograma da Fifa para a Copa das Confederações, em dezembro de 2012.

Por Tatiana Ramil, em São Paulo; Edição de Pedro Fonseca

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