Brasil vai dar resposta a críticos, diz Ronaldo na abertura do Maracanã

sábado, 27 de abril de 2013 22:32 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO, 27 Abr (Reuters) - Com o Maracanã finalmente inaugurado, apesar das obras inacabadas dentro e fora do estádio que será palco da final da Copa do Mundo de 2014, o ex-atacante e atual membro do Comitê Organizador Local Ronaldo afirmou, neste sábado, que o Brasil vai dar uma lição aos críticos que duvidavam da capacidade do país de se preparar para a competição.

O estádio, reformado para a Copa ao custo de cerca de 900 milhões de reais e que tinha prazo para conclusão das obras em dezembro de 2012, é o quarto a ser inaugurado entre os 12 do Mundial e os seis da Copa das Confederações, que acontece de 15 a 30 de junho deste ano.

Apenas 30 por cento da capacidade da arquibancada foi utilizada, uma vez que somente dois portões de acesso estão prontos, um pedaço da arquibancada não tem cadeiras e parte do entorno do estádio ainda é um verdadeiro canteiro de obras. Operários que trabalharam na reforma e seus familiares, além de convidados, formaram o público.

Ronaldo, que liderou uma equipe formada principalmente por ex-jogadores na partida da reinauguração contra um time comandado pelo também ex-jogador Bebeto (também membro do COL), elogiou o novo estádio. Segundo ele, o Maracanã está entre os melhores estádios do mundo e mostra que o Brasil realizará uma Copa do Mundo bem-sucedida.

"O Brasil vai dar uma grande lição ao mundo todo e a todos aqueles que não acreditavam que seria possível realizar essa Copa do Mundo e a Copa das Confederações", disse Ronaldo a repórteres em entrevista no gramado no intervalo da partida.

"Mais um estádio entregue. Foi de última hora, mas está bom. Estamos contentes com o resultado. O estado do gramado está sensacional. A arquibancada está linda, as instalações internas também, tudo está muito bom", acrescentou.

O Brasil foi alvo frequente de críticas da Fifa por causa do ritmo dos preparativos para a Copa do Mundo. Em março do ano passado, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, chegou a dizer que o país precisava de um "chute no traseiro" para acelerar a preparação.

As preocupações inicialmente se concentravam nas obras de infraestrutura, como ampliação da capacidade de aeroportos e obras de mobilidade urbana, mas os estádios também passaram a ser alvo de críticas à medida que as obras atrasaram.   Continuação...