Allianz aposta em estádio para popularizar marca no Brasil

segunda-feira, 29 de abril de 2013 20:50 BRT
 

SÃO PAULO, 29 Abr (Reuters) - A Allianz Seguros prevê que o contrato assinado com o Palmeiras para dar nome ao estádio do clube paulista por pelo menos 20 anos vai ajudá-la a popularizar a marca num mercado em que pretende subir nos rankings.

"Somos a maior seguradora do mundo, bastante conhecida entre profissionais do ramo, mas não entre a população no país", disse à Reuters nesta segunda-feira o presidente da Allianz Seguros no Brasil, Edward Lange, após assinatura de acordo com Palmeiras, a construtora WTorre e a empresa de eventos AEG para que a seguradora dê nome ao estádio.

O valor do contrato é sigiloso, e Lange não quis comentar se o montante de 300 milhões de reais noticiado pela mídia local é verdadeiro. Pelo acertado, o Palmeiras terá direito a 100 por cento da bilheteria de eventos esportivos. A WTorre ficará com a bilheteira integral de demais eventos.

Segundo o executivo, o objetivo do acordo para a Allianz é também obter uma receita adicional, a exemplo do que já faz em outras regiões onde celebrou acordos semelhantes para dar nome a estádios, como em Munique, Londres e Nice.

"O objetivo é que o investimento seja lucrativo", disse o presidente da seguradora, que era a quinta maior em volume de prêmios de seguros gerais (excluindo vida e previdência) no país em 2012, com cerca de 3,5 bilhões de reais.

O nome da arena esportiva será definido por meio de votação na Internet entre Allianz Parque, Allianz Center e Allianz 360º. Nenhum deles faz alusão ao nome atual do estádio, Palestra Italia.

"Um nome conhecido como o do Palestra tem o risco de ofuscar o da Allianz", justificou Lange.

Segundo ele, os eventos no local devem começar a acontecer no primeiro trimestre de 2014. Durante a Copa do Mundo, o plano é aproveitar a vinda de turistas de várias partes do mundo e fazer na arena uma série de shows.

A meta da seguradora é de ser a quarta maior no país até 2015, com volume de prêmios de 6 bilhões de reais.

(Por Aluísio Alves)