Rio cobra garantias do Exército sobre terreno para autódromo

quinta-feira, 2 de maio de 2013 15:50 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 2 Mai (Reuters) - Após tomar conhecimento que o terreno cedido pelo governo federal e o Exército para a construção do novo autódromo do Rio de Janeiro pode conter artefatos explosivos, o governo estadual cobrou das autoridades federais explicações para ver se leva o projeto adiante, afirmou o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, nesta quinta-feira.

"O governo do Estado precisa de uma garantia do governo federal que todos os locais em que houver qualquer tipo de intervenção estejam livres de artefatos explosivos", disse o secretário em entrevista coletiva.

A escolha de um novo local para abrigar o autódromo não está descartada, segundo ele. "Se não houver solução, vamos ter que buscar outro terreno", disse Fichtner.

O Autódromo de Jacarepaguá foi demolido para a construção do Parque Olímpico dos Jogos de 2016, com a garantia de que uma nova pista de corridas seria construída na zona oeste da cidade.

A licitação para a construção do novo autódromo está programada para junho, mas, diante das revelações sobre a eventual presença de artefatos explosivos no local, está em compasso de espera. Segundo o secretário, a licitação só será feita caso as garantias de segurança e integridade sejam apresentadas pelas Forças Armadas e o Ministério da Defesa.

"Não é possível realizar (obras) em um local em que haja risco à vida e à saúde de qualquer pessoa", disse.

O local escolhido para o novo autódromo é de propriedade militar. Durante anos foram realizados exercícios no terreno, incluindo inúmeras detonações de explosivos.

O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, informou que há uma determinação da Justiça para que seja feito um estudo de impacto ambiental para se analisar o risco de explosões no terreno de Deodoro.

"Nós acatamos a decisão e o objetivo é ver o risco de explosão. A concessão de licença ambiental está condicionada a isso", disse. "Ninguém é doido de desenvolver obra num local em que podem explodir bombas e artefatos. Não haverá obra se essa questão não for completamente resolvida".   Continuação...