Nome de estádio olímpico precisa seguir normas éticas do COI, diz vice

quinta-feira, 9 de maio de 2013 14:53 BRT
 

Por Karolos Grohmann

9 Mai (Reuters) - O Estádio Olímpico João Havelange, no Rio de Janeiro, assim nomeado em homenagem ao ex-presidente da Fifa, poderá não ter mais esse nome quando forem realizados os Jogos Olímpicos de 2016 na cidade, indicou nesta quinta-feira o candidato à presidência do Comitê Olímpico Internacional (COI) Thomas Bach.

Vereadores do Rio apresentaram na quarta-feira um projeto de lei requisitando a mudança do nome, considerando que um relatório da Fifa sobre questões éticas afirma que Havelange, membro do COI por décadas e agora com 97 anos, recebeu suborno.

Vice-presidente do COI, Bach declarou que qualquer nome de estádio precisa estar em conformidade com a política ética da entidade.

"O COI está numa boa posição para estabelecer a política de tolerância zero contra doping, corrupção e qualquer tipo de manipulação", disse Bach, que nesta quinta-feira também anunciou sua candidatura à presidência do COI.

"Eu ficaria muito feliz em continuar com essa política de tolerância zero em nome da credibilidade dos Jogos Olímpicos, do COI e do esporte em geral", afirmou, em teleconferência com a imprensa.

Embora nos comentários ele não tenha mencionado especificamente Havelange, que integrou o COI desde 1963 até sua surpreendente renúncia em 2011, os comentários de Bach contrastam fortemente com os dos organizadores dos Jogos do Rio.

O diretor de operações dos Jogos, Leonardo Gryner, qualificou Havelange como "um ícone histórico no esporte brasileiro", durante os Jogos Olímpicos de Londres, e afirmou que o nome do estádio não será mudado.

Quando lhe perguntaram se sua posição significava uma alteração no nome, Bach respondeu: "Eu disse muito claramente que eu seguirei a política de tolerância zero em ética e acho que com base nisso você pode tirar suas conclusões."   Continuação...