May 18, 2013 / 4:03 PM / 4 years ago

Dilma inaugura estádio em Brasília e critica "complexo de vira-lata"

4 Min, DE LEITURA

Presidente Dilma Rousseff mostra a bola autografada por ela ao lado do governador de Brasília, Agnelo Queiroz, durante inauguração do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Dilma adotou tom otimista ao inaugurar o estádio e criticou neste sábado o "complexo de vira-lata" daqueles que apostavam que o Brasil não entregaria as seis arenas acertadas com a Fifa a tempo da Copa das Confederações no mês que vem. 18/05/2013.Ueslei Marcelino

BRASÍLIA, 18 Mai (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff adotou tom otimista ao inaugurar o estádio Nacional Mané Garrincha e criticou neste sábado o "complexo de vira-lata" daqueles que apostavam que o Brasil não entregaria as seis arenas acertadas com a Fifa a tempo da Copa das Confederações no mês que vem.

Em sua primeira aparição pública desde a conturbada aprovação da Medida Provisória dos Portos no Congresso Nacional, a presidente também aproveitou para agradecer ao Legislativo pela aprovação da medida.

"Um ano e meio atrás diziam que os estádios não ficariam prontos. E o que estamos vendo são estádios construídos e sendo entregues", disse a presidente durante seu discurso.

Com um custo estimado em cerca de 1 bilhão de reais, o estádio Nacional Mané Garrincha é o quinto dos seis estádios que receberão jogos da Copa das Confederações no mês que vem a ser entregue. Na segunda-feira, a sexta arena que receberá partidas do torneio, a Arena Pernambuco, também será inaugurada com a presença de Dilma.

A nova arena de Brasília, inaugurada com 97 por cento das obras concluídas, vai sediar o jogo de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão em 15 de junho, e outras sete partidas do Mundial de 2014. As obras iniciadas em 2010 sofreram atrasos e a inauguração estava inicialmente prevista para abril.

Em seu discurso, Dilma aproveitou para exaltar o ex-jogador Mané Garrincha, morto em 1983 e bicampeão do mundo com a seleção brasileira em 1958 e 1962, que dá nome ao estádio.

O nome do ex-jogador chegou a gerar polêmicas com a Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, que queria se referir à nova arena somente como Estádio Nacional durante a Copa das Confederações e o Mundial do ano que vem.

"Esta homenagem é merecida e feita na capital federal do nosso país, Brasília. É a homenagem a um atleta brasileiro que era um gênio na arte do futebol, um grande improvisador", disse a presidente antes de citar outro personagem histórico do futebol brasileiro, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues e sua famosa expressão "complexo de vira-lata".

"(Garrincha) tinha na imensa capacidade de jogar futebol sua arma para demonstrar para o mundo e para o Brasil aquilo que o nosso grande cronista esportivo Nelson Rodrigues disse que era algo que o Brasil tinha que superar, que era o complexo de vira-lata."

Como fez em outros momentos de seu governo, como quando anunciou a desoneração da cesta básica e a redução nas tarifas de conta de luz, Dilma criticou os "pessimistas de plantão, que dizem sempre que não somos capazes".

"Nós temos superado de forma bastante radical essa atitude diante da vida nacional. Da vida política, da vida econômica, da vida social do nosso pais."

Portos

Dilma também aproveitou a inauguração do estádio em Brasília, a primeira vez que apareceu em público desde a aprovação da Medida Provisória dos Portos pelo Congresso Nacional, para agradecer os parlamentares pela aprovação da proposta.

"Agradeço ao Congresso Nacional pela aprovação da Medida Provisória dos Portos, agora lei em definitivo", limitou-se a dizer.

A MP 595, que cria um novo marco regulatório para o setor portuário no Brasil, teve tramitação conturbada tanto na Câmara quanto no Senado e foi aprovada horas antes de perder a validade, deixando exposta a fragilidade na articulação política do Executivo com o Legislativo.

A medida passou na Câmara após quase 24 horas seguidas de debate entre os deputados, incluindo troca de acusações, e teve tramitação recorde no Senado, o que levou o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a prometer que seria a última vez que colocaria em votação uma MP que chegasse ao Senado a menos de sete dias de perder a validade.

A MP era considerada crucial por Dilma para elevar a competitividade do país e a presidente fez diversos apelos públicos por sua aprovação durante a tramitação da matéria.

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