Propriedade terceirizada de atletas não é humana, diz Platini

sexta-feira, 24 de maio de 2013 18:54 BRT
 

LONDRES, 24 Mai (Reuters) - A propriedade de jogadores por terceiras partes é desumano e retira investimentos do futebol, disse o presidente da Uefa, Michel Platini, nesta sexta-feira.

O francês disse que a entidade que comanda o futebol na Europa vai combater a prática, mesmo que a Fifa não o faça.

"O que não consigo entender é quando jogadores no Brasil e na Argentina não pertencem a clubes, mas sim a pessoas", disse Platini a jornalistas durante o Congresso da Uefa.

"Isso signifca que, em vez de ir para o esporte, (o dinheiro das transferências) vai para pessoas", acrescentou. "Isso não é lógico, não é humano que pessoas pertençam a outras que as vendem."

A Uefa disse em dezembro que pedirá à Fifa que determine regras que proíbam a propriedade de jogadores por terceiras partes.

"Faremos uma lei contra isso para toda a Uefa", acrescentou Platini. "Se a Fifa não tomar essa medida, vamos tomá-la na Europa."

A propriedade de terceiros é quando os direitos de transferência dos jogadores vão completamente ou parcialmente para o atleta ou para uma empresa, em vez do clube.

Essa prática é proibida na Inglaterra, na França e na Polônia, mas é permitida em vários outros países e bastante comum no Brasil.

Quando o meio-campista brasileiro Oscar se transferiu para o Chelsea, o dinheiro de sua transferência, estimado em 25 milhões de libras (39,29 milhões de dólares), foi dividido entre dois clubes no Brasil, o próprio atleta e empresas que tinham participação em seus "direitos econômicos".

(Reportagem de Brian Homewood)