Red Bull protesta contra teste secreto de pneus da Mercedes

domingo, 26 de maio de 2013 16:26 BRT
 

Por Alan Baldwin

MÔNACO, 26 Mai (Reuters) - A Red Bull formalizou um protesto durante o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 depois que veio à tona um suposto teste secreto de pneus da Pirelli na última semana com a Mercedes, cujo piloto Nico Rosberg venceu a prova deste domingo nas ruas do principado.

O chefe da equipe Red Bull, Christian Horner, que levantou a hipótese no sábado à noite, disse que a Mercedes obteve injusta vantagem e que sua equipe buscaria verificar as regras para formalizar o protesto.

"Para nós, isso não está de acordo com as regras. E é por isso que nós protestamos antes da corrida aqui. Nós só queremos transparência", disse Horner à emissora Sky Sports.

"Eu acho que o mais importante é que isso seja trazido à tona. Não somos o único time que tem essa visão."

De acordo com o livro de regras da F1, testes de pneus durante a temporada são proibidos, mas a Pirelli argumentou que seu contrato permitia a realização de 1.000 km de testes privados com um carro-modelo, e que os três dias de testes na Espanha foram legais.

A diferença entre o que diz o livro de regras da F1 e a cláusula da Pirelli criou uma grande indisposição nos bastidores da categoria.

"O que é frustrante é que os testes foram feitos de uma forma que não foi transparente, ainda mais com um carro de corrida cujos pneus seriam usados no Grande Prêmio seguinte", disse Horner.

O presidente da equipe da Mercedes, Niki Lauda, por outro lado, afirmou que sua escuderia obteve permissão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para realizar os testes.

"É muito simples. Nós fomos consultados pela Pirelli e perguntamos à FIA. 'Temos permissão para fazer os testes?' A FIA disse que sim e aí fizemos os testes. Eu acho que outros times deveriam ter sido informados também", disse.

"A Mercedes não fez nada de errado --pediram às pessoas certas a permissão. A FIA checou e, dentro da legalidade, nos informou que seria possível. Então não há nada que possamos fazer."