May 27, 2013 / 1:52 PM / 4 years ago

Sorte finalmente sorri para Kanaan em Indianápolis

4 Min, DE LEITURA

Piloto brasileiro Tony Kanaan bebe o tradicional gole de leite na celebração da vitória na 97ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, em Indiana, Estados Unidos, 26 de maio de 2013. De posse de amuletos oferecidos por uma jovem fã e por um velho amigo, Kanaan finalmente venceu no domingo as 500 Milhas de Indianápolis, mais importante prova do automobilismo norte-americano. 26/05/2013Jeff Haynes

Por Steve Keating

INDIANÁPOLIS, 27 Mai (Reuters) - De posse de amuletos oferecidos por uma jovem fã e por um velho amigo, o brasileiro Tony Kanaan finalmente venceu no domingo as 500 Milhas de Indianápolis, mais importante prova do automobilismo norte-americano.

Foi a 12ª vez que o persistente Kanaan disputou a corrida, e ele igualou o recorde de mais tentativas antes de chegar à vitória no emblemático circuito de corridas dos Estados Unidos.

Kanaan, um dos mais populares pilotos da categoria IndyCar, foi efusivamente aplaudido pelos quase 250 mil espectadores ao cruzar a linha de chegada sob bandeira amarela. Mas o resultado foi certamente especial para a jovem fã e para o ex-piloto Alex Zanardi, duas pessoas que enviaram amuletos a Kanaan, desejando-lhe sorte para finalmente chegar à vitória.

"Nunca duvidei que eu pudesse ganhar isto aqui", disse Kanaan a jornalistas. "Acho que podemos provar que a teoria que diz que os caras bonzinhos não ganham... Acho que provamos que estava errada."

Nas 11 edições anteriores que disputou, Kanaan, que já foi campeão da IndyCar, havia liderado por 221 voltas -- recorde de liderança entre pilotos que não conseguiram a vitória, junto com Michael Andretti e Rex Mays. Em várias ocasiões, ele esteve perto de vencer e deu azar: foram cinco edições entre os cinco primeiros colocados, incluindo uma segunda posição em 2004 e os terceiros lugares em 2003 e 2012.

Mas Zanardi e a jovem fã decidiram que era hora de Kanaan ter mais sorte, e os dois saíram em socorro do piloto que outrora os havia ajudado.

Há nove anos, uma menina de 14 anos estava em coma num hospital de Indianápolis, à espera de uma cirurgia, quando Kanaan fez uma visita e ofereceu um amuleto à mãe da menina, para ajudá-la na operação.

Hoje com 24 anos --e saudável--, a moça devolveu o amuleto a Kanaan quatro dias antes da corrida, com um bilhete dizendo a ele para ir em frente e vencer a prova.

"Eu tinha esse negócio que minha mãe me deu", explicou Kanaan. "Era uma espécie de colar para me proteger, não para me trazer sorte, porque você sabe como são as mães."

"Então eu o retirei e disse para a mãe dela: ‘Não sei se você acredita nestas coisas, mas eu tenho isto há algum tempo. Sempre me protegeu. Minha mãe me deu. Quero dar para você'."

"Há quatro dias, ela apareceu, me deu uma carta com um envelope. Abri a carta. Ela dizia que havia tido bastante sorte na vida. Casou-se, e queria me devolver aquilo para me trazer sorte."

Medalha paralímpica

No caso de Zanardi, Kanaan foi um dos primeiros a prestar apoio quando o italiano quase morreu numa corrida da IndyCar na Alemanha, num acidente que levou à amputação das suas duas pernas.

Zanardi decidiu que era hora de retribuir a gentileza no domingo, quando foi ao autódromo conhecido como Brickyard levando a medalha de ouro que conquistou na Paralimpíada de 2012 em Londres.

"Logo antes da corrida, ele a deu (Jimmy Vasser, dono da equipe). Jimmy a trouxe para o ônibus. Eu estava deitado na cama. Jimmy disse: ‘Zanardi pediu para esfregá-la'. Eu na verdade me aconcheguei no negócio."

Mas, embora a sorte tenha ajudado Kanaan, a experiência e a paciência também fizeram sua parte.

Foi a experiência que disse a Kanaan que havia boa chance de uma bandeira amarela nas voltas finais -- o que aconteceu quando Graham Rahal bateu no muro, permitindo que o brasileiro colasse no líder Ryan Hunter-Reay e assumisse a ponta quando a prova recomeçou. A duas voltas do final, Dario Franchitti bateu e uma nova bandeira amarela surgiu.

"Eu sabia que uma bandeira amarela a seis, sete, oito voltas para o final era uma grande probabilidade para outra amarela imediatamente", disse Kanaan. "Eu estava no lugar perfeito, exatamente onde eu queria estar, bem atrás do líder, faltando três voltas, porque eu sabia que uma potencial amarela poderia acontecer. Aconteceu. Acho que estava certo."

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