A um ano da Copa, Fifa diz que há tempo para obras que faltam

quarta-feira, 12 de junho de 2013 14:38 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO, 12 Jun (Reuters) - A Copa das Confederações começa no sábado com só seis estádios prontos dos 12 necessários para o Mundial de 2014 e sem as principais obras de infraestrutura prometidas pelo governo para a Copa do Mundo. Apesar disso, a Fifa garantiu que os exatos 12 meses até o início do torneio são suficientes para concluir os preparativos.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, autor da emblemática frase do "chute no traseiro" usada para cobrar mais agilidade dos preparativos do Brasil, disse nesta quarta-feira que a federação internacional está satisfeita com o que foi feito até agora, e ressaltou que ainda há um ano para concluir o que falta.

Os jogos da Copa das Confederações acontecem em seis das 12 cidades-sede do Mundial, de 15 a 30 de junho, como forma de preparação para o grande evento do ano que vem. No entanto, as obras de mobilidade urbana, de reforma de aeroportos e os projetos de tecnologia não ficaram prontos a tempo para serem utilizados agora, e a previsão é que estarão concluídos somente em 2014.

"O que estávamos esperando para a Copa das Confederações foi feito, e o que temos que fazer para a Copa do Mundo ainda temos 12 meses a fazer", disse Valcke a jornalistas.

O secretário estava acompanhado de Pelé e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em um evento na praia de Copacabana para marcar a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo, em que foi inaugurado um relógio desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Em balanço das obras divulgado em dezembro do ano passado, o governo informou que nenhum de 53 projetos de mobilidade urbana para a Copa estava pronto, e que a maioria tinha prazo de conclusão em maio de 2014, a um mês do início do Mundial. Nos aeroportos, dos 30 projetos relacionados ao Mundial só oito estavam prontos.

Desde o princípio da preparação brasileira, a Fifa sempre estabeleceu como maior preocupação as obras nos aeroportos e de transportes nas cidades-sede do Mundial, argumentando que o país não apresentava a infraestrutura necessária para receber de 600 mil a 1 milhão de turistas estrangeiros esperados para a competição do ano que vem.

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O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, caminha ao lado de um funcionário no Maracanã durante visita ao Rio de Janeiro. Valcke, autor da emblemática frase do "chute no traseiro" usada para cobrar mais agilidade dos preparativos do Brasil, disse nesta quarta-feira que a federação internacional está satisfeita com o que foi feito até agora, e ressaltou que ainda há um ano para concluir o que falta. 15/05/2013 REUTERS/Ricardo Moraes