Na hora do show esportivo, problemas tiram o brilho do Brasil

quarta-feira, 12 de junho de 2013 18:36 BRT
 

Por Paulo Prada

RIO DE JANEIRO, 12 Jun (Reuters) - Sem contar os fanáticos por futebol, qualquer pessoa pode ser perdoada por não conhecer, muito menos se importar, com a Copa das Confederações, uma competição de duas semanas que começa no Brasil no sábado.

Para o país, no entanto, o torneio é o primeiro de uma série de grandes eventos que vão dizer muito sobre a ambição brasileira de alcançar o primeiro mundo e a capacidade do governo, apesar de uma perda de confiança na economia, de cumprir a promessa de transformar o Brasil.

A Copa das Confederações, uma competição de oito equipes, servirá como um ensaio geral para dois eventos muito maiores em solo brasileiro -- a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

Quando conquistou o direito de sediar esses eventos, o Brasil estava em alta. A Copa e a Olimpíada deveriam mostrar um país que na primeira década do século tinha enorme receita da exportação em expansão, um aumento da demanda do consumidor e programas sociais ambiciosos para o crescimento econômico, que retiraram mais de 30 milhões de pessoas da pobreza.

Mas agora, na hora do show, o Brasil perdeu o brilho.

Estagnação econômica, alta da inflação e um aumento na criminalidade, que deveria ter diminuído com a prosperidade, estão trazendo de volta dúvidas, que existiam décadas atrás, sobre o quão longe o Brasil tem realmente caminhado para deixar de ser um país emergente e se tornar desenvolvido.

Com o início da Copa das Confederações em seis das 12 cidades que sediarão a Copa do Mundo, muitos brasileiros temem que os visitantes não vejam nada além de uma nação ainda com seus mesmos problemas.

"Estamos comendo mortadela e arrotando caviar", disse o comentarista esportivo Juca Kfouri, um dos críticos da preparação brasileira para os grandes eventos. "Esses eventos estão agora em cima da gente e estamos no mesmo Brasil de sempre".   Continuação...