Técnico italiano se preocupa, mas não pensa em deixar Brasil por protestos

sexta-feira, 21 de junho de 2013 18:23 BRT
 

SALVADOR, 21 Jun (Reuters) - O técnico da seleção italiana de futebol, Cesare Prandelli, admitiu ter preocupações com os protestos no Brasil, mas disse que sua equipe não cogitou deixar o país durante a Copa das Confederações.

"Voltar para casa não é algo em que pensamos", disse Prandelli nesta sexta-feira, véspera da partida contra o Brasil, em Salvador.

"Claro que a situação mudou. Enquanto estávamos no Rio, tudo estava bem e pudemos visitar a cidade e em Recife também. Mas aqui estamos proibidos de deixar o hotel, então temos algumas preocupações. Mas voltar para casa? Absolutamente não."

Manifestações por todo o país atingiram as seis cidades que recebem jogos da Copa das Confederações e houve confrontos entre polícia e manifestantes perto de estádios.

Em Salvador, ao menos dois ônibus comuns foram incendiados por manifestantes e dois micro-ônibus a serviço da Fifa foram alvo de pedradas na quinta-feira, pouco antes da partida Uruguai x Nigéria, o primeiro jogo do torneio realizado na capital baiana.

"Nossos dirigentes não propuseram à Fifa voltar para casa. Claro que somos esportistas e queríamos ver jogo de futebol. Não queremos protestos porque isso seria paradoxal: levar alegria e ter violência a 50 metros do estádio. Seria um paradoxo inaceitável", afirmou Prandelli.

A Fifa informou nesta sexta-feira que não discutiu a possibilidade de cancelar a Copa das Confederações por conta da onda de protestos.

"Até esta data, nem a Fifa nem o Comitê Organizador Local nunca discutiram qualquer possibilidade de cancelamento da Copa das Confederações da Fifa", disse a entidade.

(Reportagem de Andrew Downie)