22 de Junho de 2013 / às 19:08 / 4 anos atrás

Murray não reclama de chave difícil em Wimbledon

LONDRES, 22 Jun (Reuters) - Com as esperanças britânicas de um sucesso em casa novamente em seus ombros, Andy Murray pode ser perdoado pelo olhar de inveja

que lançou para Novak Djokovic após o sorteio das chaves de Wimbledon na sexta-feira.

O primeiro cabeça de chave Djokovic deu sorte, já

que os dois outros membros do chamado “grande quarteto”, o defensor do título Roger Federer e Rafael Nadal, terminaram na chave do segundo cabeça de chave, Murray.

Também poderia ter sido pior para o escocês – ele foi poupado de uma quarta de final em potencial com Nadal, – embora ele saiba que, caso chegue entre os quatro melhores, Nadal ou Federer provavelmente o estarão esperando.

"Não tenho problema com a chave, preferiria que Rafa

e Roger estivessem em outra, mas não estão", disse o tenista de 26 anos, que busca ir mais longe que no ano passado, quando se tornou o primeiro britânico na final masculina desde 1938.

"Com sorte, conseguirei me colocar em uma posição na qual isso se torne relevante, porque significaria chegar à semifinal, e eu adoraria estar lá."

Pelo ranking da ATP, o espanhol David Ferrer é o quarto cabeça de chave em Wimbledon este ano, e provável rival de Djokovic na semifinal. E se ninguém questiona a credibilidade de Ferrer na briga por um Grand Slam, Nadal, que venceu 12 deles,

é claramente superior.

O critério de seleção de chaves de Wimbledon pode ajustar o ranking mundial, dependendo de resultados recentes em torneio na

grama, mas a quarta de final de Ferrer no ano passado e a chocante eliminação de Nadal na segunda rodada mostram não haver chance deste último ficar em uma chave melhor.

Murray acredita que o sistema é justo.

"Realmente não acho que (a posição de Nadal) deveria ser mais alta", declarou Murray, que perdeu seus três últimos embates com Nadal em Wimbledon. "Mesmo com a fórmula e tudo, seria difícil para Rafa subir na chave, por causa do resultado dele aqui no ano passado".

"Ferrer chegou às quartas de Wimbledon no ano passado, à semi no Aberto da Austrália. O cara merece estar na chave em que

está. Não chegou lá por um lance de sorte."

Já Djokovic pode achar que merecia algo melhor.

O sérvio teve o azar de encarar Nadal, rei do saibro, na semifinal de Roland Garros, perdendo um jogo épico de cinco sets no que foi a final de fato para muita gente. Nadal em seguida bateu Ferrer e conquistou seu oitavo título no Aberto da França.

"Honestamente, eu não estava pensando nisso muito, porque é questão de sorte, do lançamento de uma moeda", afirmou aos repórteres Djokovic, que busca seu segundo troféu em Wimbledon.

"Algumas pessoas diriam que eu fui sortudo com o sorteio. Mas é um Grand Slam, então não acho que haja um caminho fácil

para o título".

Reportagem de Martyn Herman

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