June 26, 2013 / 9:59 PM / 4 years ago

Brasil bate Uruguai e decidirá Copa das Confederações

7 Min, DE LEITURA

Por Tatiana Ramil

BELO HORIZONTE, 26 Jun (Reuters) - Com um gol de cabeça de Paulinho aos 41 minutos do segundo tempo, a seleção brasileira derrotou o Uruguai por 2 x 1 nesta quarta-feira, no estádio do Mineirão, e se classificou para a final da Copa das Confederações, após entrar na competição desacreditada.

Foi a quarta vitória seguida do Brasil no torneio, e a mais difícil. O goleiro Julio Cesar pegou um pênalti de Forlán antes de Fred abrir o placar em um lance de oportunismo depois de jogada de Neymar. O atacante uruguaio Edinson Cavani empatou no início do segundo tempo, mas Paulinho garantiu a classificação para a decisão de domingo, no Maracanã, contra Espanha ou Itália.

Os brasileiros comemoram muito a classificação. Alguns se jogaram no gramado e outros se abraçavam, enquanto a torcida em Belo Horizonte explodia de felicidade.

"Acho que foi, nos últimos 10 anos, depois da Copa do Mundo, o jogo mais emocionante. Hoje os jogadores fizeram pela torcida, a torcida foi fundamental, fez com que nós superássemos as dificuldades", disse o técnico Luiz Felipe Scolari, campeão mundial com o Brasil em 2002.

"Nós sabemos que não jogamos bem, mas torcida foi a grande vencedora do confronto de hoje. Foram eles que carregaram o time."

Ao contrário dos jogos passados, em que conseguiu sufocar os adversários nos primeiros 15 minutos, o Brasil se viu na situação oposta no início da partida contra o Uruguai, e não soube encontrar uma saída rápida para a situação.

David Luiz derrubou o capitão uruguaio Diego Lugano com um puxão de camisa dentro da área, concedendo pênalti para o Uruguai com 13 minutos de jogo. No entanto, a cobrança de Diego Forlán foi defendida pelo goleiro Julio Cesar, abrindo caminho para a recuperação brasileira em campo no primeiro tempo.

A primeira finalização do Brasil foi aos 17 minutos, quando Oscar mandou um chute de fora da área por cima do travessão. Hulk teve boa chance ao tabelar com Oscar e chutar para fora, e o Uruguai respondeu com um chute de perna esquerda de Forlán que passou perto do gol.

Quando a torcida começava a se impacientar e gritos de "Lucas" já eram ouvidos da arquibancada, a seleção marcou, aos 41 minutos, num lance de oportunismo de Fred. O camisa 9 pegou rebote do goleiro após chute de Neymar e colocou a bola nas redes, anotando seu terceiro gol na competição.

No começo do segundo tempo, novamente o Uruguai partiu novamente para a pressão e precisou de apenas três minutos para empatar. Após bate-rebate dentro da área do Brasil, Edinson Cavani roubou a bola depois de um passe lateral de Thiago Silva e bateu cruzado, no canto direito de Julio Cesar.

A eficiente marcação uruguaia colocou o ataque do Brasil diante de uma situação que não tinha vivido antes na competição, em que não encontrava espaços para atacar nem pelas pontas, com Neymar e Hulk, nem pelo meio, com Oscar. Muitas bolas cruzadas para a área eram afastadas sem problemas pela defesa celeste.

O Uruguai, por sua vez, apostava nos contra-ataques. O trio Cavani, Forlán e Luis Suárez tentava levar a equipe ao ataque, mas também sem obter sucesso. Cavani, principalmente, teve destacado papel defensivo, ajudando na marcação quando os laterais brasileiros atacavam.

Jogando em casa no Mineirão, o meia-atacante do Atlético Mineiro Bernard, de 20 anos, foi a primeira aposta do técnico Luiz Felipe Scolari para tentar buscar a vitória. Ele entrou, aos 19 minutos, no lugar de Hulk, que mais uma vez foi alvo de vaias da torcida durante a partida.

A substituição melhorou a equipe, que passou a jogar com mais velocidade na frente. Numa jogada característica pela ponta direita pouco após entrar em campo, Bernard deu corte seco no marcador e cruzou para Fred, que emendou de primeira, mas mandou por cima do gol.

O Uruguai também não deixou de assustar. Suárez cabeçou para o gol após cruzamento de Forlán em cobrança de falta e a bola desviou em Thiago Silva, saindo por cima do travessão, e Cavani tentou um chute, sem sucesso.

Aos 41 minutos, Paulinho subiu na segunda trave para cabeçar um escanteio cobrado por Neymar e selar o marcador.

"É um passo importante para gente da seleção brasileira chegar à final da competição. O Uruguai é um time de muita qualidade, tem grandes jogadores, já esperávamos um jogado truncado, mas o importante é que conseguimos chegar à final da competição", disse o volante Paulinho.

Felipão também colocou em campo o meia Hernanes no lugar de Oscar, e depois Dante na vaga de Neymar, já no final da partida, para garantir o resultado.

O Uruguai não vence o Brasil desde 1º de julho de 2001, quando fez 1 x 0 em partida válida pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, em Montevidéu. Aquela foi a estreia de Felipão no comando da seleção brasileira, que desde então acumula duas vitórias e quatro empates (dois deles seguidos de vitória em decisões por pênaltis) contra os uruguaios.

Protestos E Confrontos

A partida em Belo Horizonte foi cercada de tensão devido aos protestos programados para quarta-feira. Com a promessa de manifestantes de um grande ato na capital mineira, os torcedores chegaram cedo e não tiveram problemas para entrar na arena.

Mas fora do estádio, novamente, houve confronto entre manifestantes e policiais quando um grupo tentou passar por uma barreira policial, que revidou com bombas de efeito moral, segundo divulgou o grupo de manifestantes em uma rede social.

O protesto começou no centro da cidade e de lá cerca de 50 mil pessoas seguiram para ruas de acesso ao Mineirão, onde aconteceram os confrontos.

A polícia reforçou a segurança em toda a cidade, com mais de 5.500 homens, e montou uma barreira a cerca de 1,5 quilômetro do estádio do Mineirão para não deixar os manifestantes passarem. A capital mineira tem registrado protestos com incidentes violentos e depredações, principalmente em áreas próximas ao estádio.

Também nesta quarta várias estradas do Estado de Minas Gerais foram fechadas por protestos, que começaram como um movimento contra o aumento da tarifa de ônibus nas principais cidades do país e rapidamente encamparam temas como o combate à corrupção e repúdio aos gastos do governo com a realização da Copa do Mundo de 2014.

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