27 de Junho de 2013 / às 01:12 / 4 anos atrás

Felipão elogia torcida e diz que time alcançou objetivos

Por Tatiana Ramil

O técnico Luiz Felipe Scolari (centro) comemora após o Brasil vencer o Uruguai em jogo pela Copa das Confederações, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira. 26/06/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino

BELO HORIZONTE, 26 Jun (Reuters) - O técnico Luiz Felipe Scolari creditou a vitória sobre o Uruguai nesta quarta-feira ao apoio da torcida no estádio do Mineirão e disse que a seleção brasileira alcançou seus objetivos nesta Copa das Confederações após a classificação para a final.

“Os propósitos principais estão atingidos, que era passar da primeira fase, chegar à final, dar à seleção brasileira pelo menos uma ideia de equipe e dar aos torcedores uma ideia de que podemos chegar também à final da Copa do Mundo”, afirmou ele em entrevista coletiva em Belo Horizonte.

“Atingimos os objetivos, mas o maior objetivo agora é ganhar a final”, completou o treinador sobre a decisão de domingo, contra Espanha ou Itália.

Depois de três boas vitórias, contra Japão, México e Itália, o Brasil teve dificuldades contra o Uruguai e só marcou o gol da vitória aos 41 minutos do segundo tempo. O treinador admite que a equipe sofreu diante dos uruguaios.

“Nós não tivemos uma atuação como nos outros jogos. Nosso time é um time em formação. Quem nos levou à vitória foi a torcida, que fazia com que nossos jogadores se sentissem fortes”, disse ele, para depois explicar a entrada do jovem Bernard, de 20 anos, no segundo tempo.

Ele contou que a comissão técnica se reuniu para discutir uma mudança na equipe e que cada um tinha uma ideia, mas que o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira disse para Felipão que ele é o técnico e que deveria seguir seu “feeling”.

“Essa é uma situação inadmissível para qualquer técnico, colocar um menino de 20 anos ... mas ele entra, não sente, é fantástico”, afirmou.

Felipão acredita que o Brasil teve dificuldades contra o Uruguai, que fez marcação forte desde a saída de bola do Brasil, por causa da experiência do rival sul-americano, quarto colocado na Copa do Mundo de 2010 e campeão da Copa América de 2011.

“O Uruguai é diferente de qualquer equipe, existe uma história muito grande (no confronto entre Brasil e Uruguai). Teve um pouco de nervosismo da nossa parte, o que é normal; tudo isso faz parte de um amadurecimento”, disse. “A principal diferença foi a experiência que o Uruguai já tem, é uma equipe pronta.”

O treinador não quis criticar as atuações dos zagueiros David Luiz, que cometeu um pênalti em Diego Lugano no início da partida, defendido por Julio Cesar, e Thiago Silva, que deu um passe dentro da área que resultou no empate do Uruguai no começo do segundo tempo.

Felipão disse que costuma mostrar vídeos aos jogadores com 90 por cento de seus acertos e 10 por cento de erros. “Com isso vou dando confiança e a tranquilidade que eles precisam ter”, explicou.

“A comissão técnica e jogadores estão num processo de aprendizagem para o Mundial... Estamos melhores do que aqui chegamos”, finalizou.

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