Espanha sofre diante da Itália, mas se classifica para final nos pênaltis

quinta-feira, 27 de junho de 2013 19:42 BRT
 

FORTALEZA, 27 Jun (Reuters) - A seleção espanhola não pôde realizar nesta quinta-feira seu jogo típico de posse de bola e precisou dos pênaltis para derrotar a Itália e garantir vaga na final da Copa das Confederações.

Atual campeã mundial e europeia, a seleção da Espanha empatou em 0 x 0 com a Itália, vencendo por 7 x 6 nos pênaltis. Os espanhóis enfrentarão o Brasil na final de domingo.

Antes do início da partida na Arena Castelão, em Fortaleza, manifestantes e policiais se enfrentaram em mais um incidente de violência envolvendo o torneio preparatório para a Copa do Mundo de 2014.

Converteram os pênaltis para a Espanha Xavi, Andrés Iniesta, Gerard Piqué, Sergio Ramos, Juan Mata, Sergio Busquet e Jesús Navas. Para a Itália anotaram Antonio Candreva, Alberto Aquilani, Daniele De Rossi, Sebastián Giovinco, Andrea Pirlo e Riccardo Montolivo. Leonardo Borucci desperdiçou sua cobrança.

Sabendo de suas limitações diante dos rivais, a Itália surpreendeu o técnico espanhol Vicente del Bosque com uma marcação por zona e rápidas saídas pelas laterais, de onde saíram jogadas aéreas para Claudio Marchisio e Alberto Gilardino.

Essa marcação incomodou a Espanha, que não pôde ensaiar suas jogadas costumeiras de passe e devolução e ficou presa e impotente diante das antecipações da defesa italiana.

Ao fim do tempo normal, nenhuma das equipes conseguiu quebrar o impasse do placar, fato que voltou a acontecer na prorrogação, e a partida foi definida nos pênaltis.

MAIS VIOLÊNCIA

Assim como aconteceu em outras partidas do torneio, a polícia instalou um cordão de isolamento para impedir que manifestantes se aproximassem do estádio.

O enfrentamento com os policiais se deu quando um grupo tentou se aproximar da área de contenção atirando pedras e outros objetos contra a polícia, que respondeu com balas de borracha e bombas de efeito moral.

De acordo com as autoridades locais, cerca de 5 mil manifestantes conseguiram passar pelo primeiro cordão de isolamento, mas não pela segunda barreira montada pela polícia.