June 29, 2013 / 11:34 PM / 4 years ago

Para Felipão, futebol bonito passa e resultado fica para história

4 Min, DE LEITURA

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO, 29 Jun (Reuters) - Luiz Felipe Scolari nunca escondeu de ninguém seu jeito durão, dentro e fora de campo. Como ele mesmo diz, nos tempos de jogador era "zagueiro zagueiro", e como técnico construiu uma carreira vitoriosa com base em um futebol que prima pela eficiência defensiva.

Domingo, na final da Copa das Confederações contra a Espanha, o técnico da seleção brasileira terá pela frente a equipe que representa o futebol de posse de bola. O chamado "tik taka" da seleção espanhola encantou o mundo, e de quebra conquistou os títulos da Eurocopa e da Copa do Mundo nos últimos anos.

Apesar de o Brasil de Felipão também ter conseguido aliar jogadas bonitas --especialmente graças a Neymar-- com futebol eficiente na competição preparatória para o Mundial do ano que vem, o treinador não abre mão de suas convicções.

"Resultado fica para história, jogo bonito passa. Essa é a minha filosofia, quer gostem quer não gostem", disse Felipão em entrevista coletiva neste sábado no Maracanã, palco da decisão de domingo. "Nós jogamos bonito uma Copa do Mundo e não ganhamos, sacrificamos o resultado pelo espetáculo", acrescentou o treinador, em provável referência ao Brasil de 1982, que, apesar de ser até hoje considerado um dos melhores times de todos os tempos, foi eliminado pela Itália no Mundial.

O futebol de toques rápidos e os jogadores habilidosos que fazem do domínio da posse de bola sua principal característica levaram a Espanha aos títulos da Copa do Mundo de 2010 e das Eurocopas de 2008 e 2012. O estilo espanhol de beleza e eficiência despertou comparações com a seleção brasileira campeã mundial em 1970.

Felipão, que tem como companheiro na comissão técnica o técnico do título mundial de 1994, Carlos Alberto Parreira --cujo time era considerado defensivo demais -- lembrou que a seleção de 2002 comandada por ele conseguiu aliar qualidade técnica e eficiência, mas não em todos os jogos.

"Todo mundo quer jogar bonito e ganhar, às vezes não é possível", disse.

A final da Copa das Confederações será o primeiro encontro entre a atual geração espanhola de Xavi e Iniesta contra o Brasil, um duelo há muito esperado por ambas as partes e que acontece justamente numa decisão de título no Maracanã.

Felipão confirmou para a final o mesmo time que foi titular ao longo do torneio: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.

Apesar de a Espanha ter encontrado enorme dificuldade na semifinal contra a Itália, conseguindo a classificação apenas na disputa de pênaltis, o treinador disse que o Brasil não tem como repetir o esquema de jogo italiano com três zagueiros. Em vez disso, defendeu que o Brasil imponha seu estilo, como fez nos outros jogos até aqui na competição.

"Vou fazer com que a equipe jogue da mesma forma e fazendo com que o adversário saiba que está jogando com uma seleção boa e que também quer ganhar a partida", afirmou.

"A seleção da Espanha é espetacular, mas tem alguns defeitos iguais às outras seleções, e a gente tem que saber explorar."

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