30 de Junho de 2013 / às 20:33 / 4 anos atrás

Fórmula 1 vê crise após falha com pneus na Inglaterra

Por Alan Baldwin

SILVERSTONE, Inglaterra, 30 Jun (Reuters) - A Fórmula 1 e a fabricante de pneus Pirelli se viram diante de uma crise neste domingo, depois que o Grande Prêmio da Inglaterra chegou perto de ser encerrado por motivos de segurança devido a uma série de explosões de pneus.

O espectro de Indianápolis 2005, quando só seis carros com pneus Bridgestone competiram em um GP dos EUA porque todos aqueles equipados com pneus Michelin não podiam correr com segurança, insinuou-se nos bastidores.

Também houve lembretes desagradáveis do GP da Hungria de 2009, quando o brasileiro Felipe Massa sofreu um acidente quase fatal em sua Ferrari depois de ser atingido na cabeça por destroços do carro de Rubens Barrichello.

Com as imagens de TV de carros se arrastando em aros sem pneu e pilotos lutando para mantê-los na pista transmitidas por todo o mundo, a modalidade respirou com alívio quando a prova terminou sem acidentes. Mas Charlie Whiting, diretor da corrida, disse aos repórteres ter sido por pouco.

"Chegamos perto de pedir bandeira vermelha. Isso me passou pela cabeça", declarou ele quando indagado quantos pneus estourados teriam sido necessários para ele agir.

"Não quero falar em números, mas foi por pouco. Acho que nunca vimos nada assim. Quatro falhas catastróficas, acho que é a primeira vez."

O britânico Lewis Hamilton foi a primeira vítima quando seu pneu traseiro explodiu depois de oito voltas a cerca de 200 km por hora, e deixou destroços atrás de si.

Ele foi seguido pela Ferrari de Felipe Massa, a Toro Rosso de Jean-Eric Vergne e a McLaren de Sergio Pérez. A Sauber de Esteban Gutiérrez teve um problema com o pneu dianteiro.

A Mercedes de Nico Rosberg, vencedor da prova, tinha sinais claros de iminente descamação ao fazer uma parada nos boxes, e a campeã Red Bull disse ter encontrado cortes nos pneus do carro do tricampeão Sebastian Vettel, que saiu da corrida por problemas na caixa de câmbio.

"A segurança é a questão principal", disse Hamilton, cujas palavras encontraram eco nos outros pilotos. A modalidade não tem um acidente fatal desde a morte de Ayrton Senna em Ímola em 1994. "É simplesmente inaceitável".

Com a próxima prova na Alemanha já na semana que vem, Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli, disse que a empresa italiana - criticada durante toda a temporada pelo desempenho de seu produto - está fazendo da investigação uma prioridade máxima.

"Podemos excluir que o novo processo de colagem, que introduzimos nesta corrida, seja a causa do problema nos pneus como vimos hoje", acrescentou.

"Pode haver algum aspecto deste circuito que tenha impacto específico na versão mais recente de nossos pneus de 2013, mas a esta altura não queremos especular".

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren, recusou-se a usar a palavra crise, mas disse que a segurança é a preocupação principal. "Temos sorte que ninguém se feriu", disse ele aos repórteres. "É preciso dizer à Pirelli ‘façam tudo que puderem até a Alemanha'", afirmou ele.

Christian Horner, chefe da Red Bull, concordou. "O mais lógico seria voltar aos pneus que funcionaram bem para eles anteriormente", disse. "Os pneus que eles tinham no ano passado não deram esse problema".

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