Integrantes de cerimônia de encerramento fazem protesto no Maracanã

domingo, 30 de junho de 2013 20:17 BRT
 

Por Maria Pia Palermo e Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO, 30 Jun (Reuters) - Dois participantes da breve cerimônia de encerramento da Copa das Confederações realizada no gramado do Maracanã antes da final Brasil x Espanha, neste domingo, exibiram uma faixa pedindo a anulação da privatização do estádio.

Outro integrante da coreografia encenada no campo, em que os artistas estavam fantasiados como bolas de futebol, levantou uma bandeira contra a homofobia. Os dois cartazes foram retirados rapidamente por pessoas que monitoravam a apresentação.

Antes do apito inicial, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi vaiado ao aparecer no telão do estádio com as camisas de Brasil e Espanha. O dirigente já havia recebido uma grande vaia, ao lado da presidente Dilma Rousseff, no jogo de abertura do torneio, em Brasília.

Do lado de fora do estádio, houve confronto entre policiais e manifestantes e, segundo a Polícia Militar, pelo menos dois policiais ficaram feridos, um deles atingido na perna por um coquetel molotov e o outro ferido na cabeça por uma pedrada. Ambos foram atendidos no Hospital de Campanha do Bombeiro, próximo ao Maracanã.

"Há pessoas promovendo desordem na região do Maracanã. A PM está agindo para que a PAZ seja restabelecida", disse a PM no Twitter.

O policiamento foi reforçado do lado de fora do Maracanã para a final deste domingo, após uma série de confrontos entre manifestantes e a polícia no entorno de arenas em outros jogos da Copa das Confederações, inclusive no primeiro jogo da competição no Rio, entre Itália x México, no dia 16 de junho.

Um contingente de cerca de 10.000 homens ocupou o entorno do estádio, sendo 6.000 policiais militares e homens das polícias rodoviária e federal e da Força Nacional de Segurança.

Uma manifestação que começou pela manhã na capital fluminense, convocada pelo Comitê Popular da Copa, reuniu milhares de pessoas que saíram em passeata rumo ao estádio.   Continuação...

 
Dois integrantes da cerimônia de encerramento da Copa das Confederações exibem faixa contra privatização do Maracanã neste domingo. REUTERS/Paulo Whitaker