25 de Julho de 2013 / às 00:19 / 4 anos atrás

Juiz decide soltar corintianos, que ainda devem ficar 15 dias presos na Bolívia

Por Daniel Ramos

LA PAZ, 24 Jul (Reuters) - Um juiz boliviano decidiu nesta quarta-feira pela libertação dos cinco corintianos presos na cidade de Oruro acusados de envolvimento na morte do adolescente Kevin Espada, mas o grupo ainda deve ficar pelo menos 15 dias detido, segundo informações dadas à Reuters por fontes judiciais bolivianas.

Isso porque, segundo disseram essas fontes à Reuters, têm de ser respeitados os prazos de 5 dias para contestação da sentença judicial e, após esse período, mais 10 dias para uma manifestação da promotoria.

Mais cedo, a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, anunciou a libertação dos cinco torcedores, informação negada pelo Corinthians horas depois.

"Hoje não tem jogo do Coringão... mas temos a vitória dos nossos irmãos que conquistaram sua Liberdade e estarão de volta", disse a Gaviões em sua conta oficial no Twitter.

Em seu site oficial, a torcida afirmou que os torcedores deveriam deixar o presídio na cidade de Oruro ainda nesta quarta-feira e que "logo mais" estariam em solo brasileiro.

O Corinthians, por sua vez, negou a informação dada pela torcida organizada em nota no site oficial do clube.

"Dadas as notícias das últimas horas, o Sport Club Corinthians Paulista se vê na obrigação de vir a público esclarecer que os cinco presos de Oruro não foram libertados, por ora", disse o clube.

O grupo foi detido num presídio em Oruro em fevereiro, quando Espada, de 14 anos, morreu depois de ser atingido por um sinalizador disparado da torcida do Corinthians durante o jogo entre o time paulista e o San José de Oruro, pela primeira fase da Libertadores da América.

Na ocasião, a polícia boliviana prendeu 12 torcedores corintianos, mas sete foram libertados no início de junho. Depois da prisão do grupo, um adolescente assumiu, já em solo brasileiro, a autoria do disparo acidental do sinalizador que matou Espada.

O episódio gerou um desconforto nas relações entre Brasil e Bolívia e a presidente Dilma Rousseff chegou a tratar deste assunto diretamente com seu colega boliviano, Evo Morales.

Mais cedo, em entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que os corintianos poderiam ser soltos nas próximas horas.

"De fato há uma expectativa de um desenlace positivo, a libertação dentro das próximas horas, e vão ser tomadas as providências logísticas para que esses cidadãos brasileiros possam regressar ao Brasil no mais breve prazo", disse o chanceler a jornalistas.

Reportagem adicional de Alonso Soto, em Brasília; e de Eduardo Simões, em São Paulo

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