ENTREVISTA-Espanha e Alemanha ainda são melhores que Brasil, diz Parreira

quinta-feira, 25 de julho de 2013 19:48 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 25 Jul (Reuters) - O título da Copa das Confederações, conquistado de maneira incontestável sobre a campeã mundial Espanha, não pode iludir a seleção brasileira e os jogadores têm de entender que a seleção espanhola e a da Alemanha ainda são melhores que a do Brasil, disse o coordenador técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, em entrevista à Reuters.

Parreira considera que o Brasil ainda é um time em formação, mesmo depois da conquista invicta e até de forma surpreendente da Copa das Confederações no mês passado, com uma vitória por 3 x 0 sobre os espanhóis na final.

A Espanha é a atual bicampeã europeia e campeã mundial. A Alemanha tem mostrado bom desempenho em amistosos e os dois times que formam a base da seleção alemã --Bayern de Munique e Borussia Dortmund-- decidiram a Liga dos Campeões da última temporada com o Bayern ficando com o título.

"Ainda falta (muito) para chegarmos a 100 por cento. O Brasil não é o melhor time do mundo. Os melhores continuam sendo Espanha e Alemanha, mas nós estamos chegando lá", afirmou Parreira à Reuters.

Parreira e outros esportistas se encontraram com o papa Francisco nesta quinta-feira, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, durante a bênção à bandeira olímpica. O coordenador revelou que está "rezando" para uma final da Copa do Mundo de 2014 entre Brasil e Argentina. "Vamos rezar e penso seriamente nisso", disse.

"O Brasil tem condições de chegar e ser campeão. A Argentina tem um timaço e uma final dessa caía muito bem, até porque sempre é saboroso jogar com eles", afirmou ele antes do encontro com o papa, que é argentino.

O líder da Igreja Católica está no Rio de Janeiro para participar da Jornada Mundial da Juventude.

A seleção brasileira chegou à Copa das Confederações desacreditada e com apenas duas vitórias em uma série de amistosos contra Itália, Rússia, Chile, Bolívia, França e Inglaterra (duas vezes). "Juntar o grupo numa segunda-feira e treinar da terça-feira apenas, não dava para esperar atuação de grande nível. Na hora que juntamos em 15 dias, fizemos um trabalho impressionante", avaliou.   Continuação...