27 de Julho de 2013 / às 15:24 / 4 anos atrás

F1 busca renovação de acordo comercial

Por Alan Baldwin

BUDAPESTE (Reuters) - A Fórmula 1 chegou neste sábado mais perto de um novo acordo comercial de sete anos, visto como essencial para seu futuro, depois que os detentores dos direitos do campeonato e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) disseram ter assinado um documento preliminar estabelecendo os passos finais.

"O grupo Fórmula 1 e a FIA assinaram um acordo estabelecendo o arcabouço para a implementação do Acordo Concorde 2013", informou um comunicado conjunto por ocasião do Grande Prêmio da Hungria.

"Este acordo entrará em vigor com a aprovação dos respectivos organismos diretores, com seus respectivos signatários, nas próximas semanas".

O "Acordo Concorde", que é confidencial e expirou no final do ano passado, determina o lado comercial da modalidade, incluindo a distribuição de suas receitas.

Ele deve ser acordado pelos detentores dos direitos, pela FIA e pelas equipes - 11 na atualidade. As negociações se depararam com inúmeros obstáculos ao longo do ano passado.

Bernie Ecclestone, o bilionário de 82 anos geralmente visto como "chefão" da F1 e que comanda o esporte para o grupo CVC, tem falado na formulação de uma lista em Cingapura no final deste ano.

"Obviamente, temos precisado resolver uma série de coisas", disse Ecclestone, que tem acordos bilaterais com dez equipes à espera da assinatura de um novo Concorde, sobre o avanço nas conversas.

"Isto também forma a maior parte do Acordo Concorde para as equipes, assim podemos resolver tudo de uma vez".

A empresa de fundos privados CVC detém 35,5 por cento da Fórmula 1 com os grupos de investimento norte-americanos BlackRock e Waddell & Reed, e o banco norueguês Norges Bank Investment Management também tem uma fatia do negócio.

Os donos da F1, que teve receita de 1,5 bilhão de dólares em 2011, detêm os direitos comerciais do esporte pelos próximos 97 anos, nos termos de um acordo entre Ecclestone e Max Mosley, ex-presidente da FIA.

O futuro do próprio Ecclestone na condução do negócio que comanda há décadas é incerto, já que o britânico foi acusado na Alemanha de subornar um banqueiro para suavizar a venda de ações da F1 para a CVC oito anos atrás.

Ele negou qualquer malfeito e disse que lutará para limpar seu nome.

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