Ex-ciclista Erik Zabel admite que fez uso recorrente de doping

domingo, 28 de julho de 2013 19:08 BRT
 

BERLIM, 28 jul (Reuters) - O ex-ciclista Erik Zabel admitiu neste domingo ter usado substâncias ilegais, entre elas a EPO, cortisona e doping sanguíneo, durante anos, após ser citado pelo senado francês em uma investigação sobre uso de drogas.

Até domingo, Zabel, um dos melhores atletas do esporte, havia admitido ter apenas experimentado EPO, em 1996, substância que melhora o rendimento sanguíneo.

Em entrevista à edição da próxima segunda-feira do jornal Sueddeutsche Zeitung, o alemão, que liderou a classificação da Volta da França seis vezes antes de se aposentar em 2008, disse que usou drogas banidas e métodos ilegais entre 1996 e 2003.

"Eu me dopei por muito mais tempo, por muitos anos. Nunca tive um plano estruturado para me dopar, nunca tive especialistas em volta de mim e nunca me vi como um super dopado", disse Zabel.

"Quando você usa tudo junto - EPO, cortisona e doping sanguíneo -, é muita coisa", afirmou.

Zabel foi citado no relatório francês ao lado de uma série de ciclistas, incluindo os dois primeiros da Volta da França de 1998 - o italiano Marco Pantani, que morreu de overdose em 2004, e o alemão Jan Ullrich.

O próprio Ullrich encerrou anos de negações veementes em junho ao admitir que passou por processos de doping sanguíneo.

"Como um jovem ciclista, não percebi o quanto isso era grande, mas claramente eu sabia muito bem, isso não é permitido e ninguém me forçou a usar EPO. Foi uma decisão minha", disse Zabel, cujo filho Rick também é ciclista profissional.

"Eu queria manter minha vida, o sonho da minha vida de ser profissional. Eu amava aquilo, o esporte, as viagens. Esse egoísmo era mais forte".

A credibilidade do ciclismo sofreu um abalo com uma série de confissões de doping de figuras importantes, como Lance Armstrong, o rosto mais popular do esporte, que venceu um câncer para conquistar a Volta da França sete vezes e perdeu os títulos quando o seu sofisticado esquema de doping foi descoberto em outubro pela Agência Anti-Doping dos Estados Unidos.

Mais tarde, ele admitiu ter tomado substâncias para melhorar o desempenho.