Governo do Rio desiste de demolir Parque Aquático Julio Delamare

segunda-feira, 29 de julho de 2013 20:37 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 29 Jul (Reuters) - O governo do Rio de Janeiro desistiu de demolir o Parque Aquático Julio Delamare, informou nesta segunda-feira o governador Sérgio Cabral, que disse ter recuado da decisão depois de ouvir vários segmentos da sociedade esportiva.

"Eu errei em não ouvir o segmento, por isso volto atrás", afirmou ele a jornalistas em evento na sede do governo.

O governador revelou que sua decisão se baseia em críticas, orientações e demandas de vários segmentos. O consórcio que venceu a licitação para administrar o complexo do Maracanã, onde está o parque aquático, pelos próximos 35 anos será informado da decisão. O edital previa a demolição do parque aquático e do estádio de atletismo Célio de Barros, além de outros investimentos.

O Complexo Maracanã, formado por Odebrecht, a empresa do bilionário Eike Batista IMX e a norte-americana AEG, informou que ainda não foi notificado oficialmente e que "só irá se pronunciar após receber o comunicado oficial do governo".

No local onde fica o parque aquático estavam previstas construções de lojas comerciais, estacionamentos e outros estabelecimentos, que "terão que ser adaptados", segundo Cabral.

"Não há chance de o consórcio dizer não, é uma decisão do poder concedente. Os contratos têm que se adaptar às exigências do Estado", acrescentou.

O governador disse que pretende se reunir com representantes do consórcio e das federações de esportes aquáticos e atletismo para definir os novos rumos. Segundo ele, o estádio Célio de Barros não deve ficar no Maracanã, mas uma solução será alcançada para que seja construído em outro local.

Cabral conversou nesta segunda-feira com o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, para quem o parque aquático Julio Delamare "é um espaço importante demais para o esporte brasileiro, para a comunidade em geral e não pode desaparecer".

A decisão de Cabral acontece em meio a uma crise de impopularidade. Pesquisa CNI/Ibope da semana passada apontou que o governador do Rio tem a menor avaliação positiva (12 por cento) entre 11 governadores que administram os Estados que representam 90 por cento do Produto Interno Bruto industrial do país.   Continuação...