Concessão do Maracanã fica ameaçada após Cabral desistir de demolições

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 16:19 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 2 Ago (Reuters) - A administração do Maracanã pelo consórcio privado formado por Odebrecht, IMX, do empresário Eike Batista, e a norte-americana AEG está ameaçada, depois de mudanças anunciadas nesta semana pelo governo do Rio de Janeiro.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) desistiu de demolir o Parque Aquático Julio Delamare e o estádio de atletismo Célio de Barros, que fazem parte do complexo do Maracanã. Com a mudança, o Consórcio Maracanã terá um prazo de 20 dias para analisar a situação e a viabilidade do plano de negócios do complexo esportivo.

"Ficou mais complicado porque se abre uma brecha jurídica importante", disse um fonte do governo do Estado nesta sexta-feira.

Outra fonte do município acrescentou: "esta ameaça (de rompimento) realmente existe".

Pelo edital de licitação, o consórcio vencedor deveria derrubar os dois parques esportivos, mas teria que fazer investimentos para reativá-los em um outro ponto da cidade. No caso do parque aquático, o investimento para um novo equipamento estava orçado em cerca de 30 milhões de reais.

No local onde estão o parque aquático e o estádio de atletismo, o consórcio vencedor pretendia construir centros comerciais e estacionamento, que fariam parte da arrecadação do grupo. Pela decisão desta semana, o governo do Estado assumiria a administração dos dois centros esportivos.

"O consórcio não esperava não contar com essas áreas que estavam destinadas a lojas e estacionamento", disse à Reuters um porta voz do consórcio.

João Borba, responsável pelo Consórcio Maracanã, declarou: "Vamos refazer os estudos técnicos e financeiros para avaliar a nova situação. Precisamos de tempo para dar uma resposta."   Continuação...