Abidal espera que volta à seleção francesa abra caminho para Copa no Brasil

segunda-feira, 12 de agosto de 2013 17:26 BRT
 

PARIS, 12 Ago (Reuters) - O ex-lateral do Barcelona Eric Abidal nunca pensou que poderia voltar a jogar pela França enquanto se recuperava de um transplante de fígado, mas agora espera ter a chance de disputar a Copa do Mundo do próximo ano no Brasil.

Abidal, de 33 anos, deixou o Barcelona na última temporada, em meio a dúvidas sobre sua capacidade de recuperar a forma. Sua passagem pelo Camp Nou foi marcada por longas ausências, depois que ele foi diagnosticado com um tumor no fígado e passou por uma operação em março de 2011, seguida pelo transplante em abril do ano passado.

Mas, depois de ser contratado pelo Mônaco, ele foi recompensado com atuações convincentes nos jogos de pré-temporada, quando o técnico da França, Didier Deschamps, o convocou para o amistoso de quarta-feira, na Bélgica.

"Eu nunca tive qualquer esperança disso depois do que eu passei durante dois anos", afirmou Abidal em entrevista coletiva no centro de treinamento de Clairefontaine, perto de Paris, nesta segunda-feira.

"Estou muito orgulhoso de voltar ao grupo, para vestir a camisa azul, que é tão importante para mim, mais uma vez."

Abidal, cuja última partida pelos Les Bleus foi um amistoso na Alemanha em fevereiro do ano passado, deve disputar seu 62o jogo pela França na quarta-feira. Deschamps indicou que Abidal começaria na zaga.

"Depois de incluí-lo no plantel, parece-me lógico que ele comece, considerando o que ele representa", declarou Deschamps a repórteres.

Abidal, que foi nomeado capitão pelo treinador do Mônaco, Claudio Ranieri, espera que o novo começo o ajude a disputar sua terceira Copa do Mundo depois de 2006 e 2010.

"Eu levo as coisas dia-a-dia. Se eu estiver me divertindo no Mônaco e se tivermos uma boa temporada, com certeza vou ficar com os Les Bleus. E espero que eu vá para o Brasil", disse ele

A França está em segundo lugar em seu grupo nas eliminatórias da Copa do Mundo, com 10 pontos, um atrás da campeã mundial Espanha.

(Reportagem de Gregory Blachier)