Dinheiro da TV impulsiona gasto recorde em transferências na Europa

terça-feira, 3 de setembro de 2013 13:01 BRT
 

Por Keith Weir

LONDRES, 3 Set (Reuters) - Clubes de futebol europeus reinvestiram o dinheiro de contratos de televisão na contratação de jogadores, estabelecendo um novo valor recorde em transferências lideradas por equipes da Inglaterra e os gigantes espanhóis Real Madrid e Barcelona.

Times da primeira divisão inglesa gastaram 630 milhões de libras (980,5 milhões de dólares) na janela de transferências de jogadores, que fechou na segunda-feira. As equipas das grandes ligas europeias devem agora esperar até janeiro para contratar novos jogadores.

O gasto dos clubes ingleses quebrou o recorde de 2008, que era de 500 milhões de libras, de acordo com dados compilados pelo grupo de serviços de negócios Deloitte, e sublinhou o status da Premier League como a competição nacional mais rica do mundo.

"À medida que as premiações financeiras pela participação e o sucesso na Premier League aumentam, os clubes estão investindo em campo para garantir que eles continuem a se beneficiar da notável história de crescimento da Premier League", disse Dan Jones, da Deloitte.

O campeão inglês Manchester United e as outras 19 equipes da Premier League devem compartilhar receitas de cerca de 1,6 bilhão de libras nesta temporada, graças ao aumento dos valores pagos nos acordos de televisão com BSkyB e BT, na Grã-Bretanha, e com as emissoras de todo o mundo.

O tráfego na Premier League, no entanto, teve mão dupla. A liga perdeu um de seus maiores nomes, com a contratação pelo Real Madrid do meia galês Gareth Bale, do Tottenham Hotspur, pelo recorde mundial de 100 milhões de euros (132 milhões dólares).

Para não ficar atrás, o Barcelona, arquirrival do Real, gastou 75 milhões de dólares para comprar o atacante brasileiro Neymar, do Santos.

Gastar essas quantias pode parecer uma falta de lógica diante dos problemas econômicos da Espanha, mas Real e Barcelona desfrutam do luxo de fechar seus próprios acordos com a TV, em vez de negociarem uma receita única com os outros times espanhóis, como acontece na Inglaterra e outras grandes ligas.

Dessa forma, a dupla ocupa a liderança no ranking dos clubes mais ricos do mundo em termos de receitas, e permitiu-lhes permanecer compradores, quando muitos de seus rivais espanhóis são obrigados a vender os melhores jogadores.