"Dobradinha olímpica" deve impulsionar potencial esportivo da Ásia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013 19:46 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BUENOS AIRES, 9 Set (Reuters) - O sucesso da Ásia em receber dois eventos olímpicos sucessivos - a Olimpíada de Inverno de 2018, na localidade sul-coreana de Pyeongchang, e a Olimpíada de Verão de 2020, em Tóquio - poderá destravar o potencial esportivo do continente, disse na segunda-feira o chefe do comitê organizador de Pyeongchang.

"A Ásia é um continente enorme, com uma população enorme. Ele tem um enorme potencial em muitas áreas", disse Kim Jin-sun à Reuters. "O que as Olimpíadas buscam é a expansão mundial dos esportes, então nesse sentido Tóquio-2020 e Pyeongchang-2018, separadas por apenas dois anos na Ásia, nos oferecem uma grande oportunidade para despertar o grande potencial da Ásia."

Segundo ele, isso traria "mais desenvolvimento para setores relacionados".

Durante décadas, os grandes eventos esportivos mundiais foram divididos principalmente entre Europa e América do Norte, mas cada vez mais os organismos esportivos se voltam para a Ásia, região que concentra mais de metade da população mundial, e que tem classes médias emergentes e o mais acelerado crescimento econômico do mundo.

Tóquio foi escolhida no sábado como sede olímpica de 2020, durante uma reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Buenos Aires. Pyeongchang havia sido eleita em 2011 para os Jogos de Inverno.

Além disso, o Japão sediará a Copa do Mundo de Rúgbi em 2019, e a Coreia do Sul terá o Mundial de Natação de 2019 e a Copa dos Presidentes, um importante torneio de golfe, em 2015.

Pequim, que foi sede da Olimpíada de Verão de 2008, receberá o próximo Mundial de Atletismo, em 2015, e Nanjing, também na China, será a sede da Olimpíada Juvenil de 2014.

Finalmente, Cingapura será a sede do torneio de encerramento da temporada do tênis feminino nos próximos cinco anos.

Mas Kim negou que o eixo esportivo mundial esteja se deslocando de vez para o Oriente - para ele, está simplesmente havendo um maior equilíbrio na distribuição geográfica, com mais candidaturas asiáticas. "Não acho que a base de poder esteja mudando (...). O COI está ávido por oferecer oportunidades a todas as regiões do mundo", disse ele.

Confrontado com a realidade de atrasos e protestos nos preparativos para a Olimpíada de 2016, no Rio, Kim disse que nada disso ocorrerá no evento sul-coreano. "Não é só o comitê organizador, mas também a cidade, o governo municipal, o governo regional e todo o país que devem estar preparados para receber os Jogos", disse ele. "Toda a nação deve superar os problemas externos. Nesse sentido, nosso governo nacional já estabeleceu um comitê de apoio."